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Korn – The Serenity of Suffering

Considerados os fundadores do Nu Metal que dominou o final dos anos 90, os Korn regressaram com Serenity of Suffering (SoS), o seu 12º álbum que vem continuar a marcar o regresso da banda às suas origens pesadas que acompanharam o regresso do guitarrista “Head” à banda, já iniciado no anterior The Paradigm Shift, depois de louváveis mas pouco inspiradas incursões pelo Dubstep.

Anunciado como “o álbum mais pesado dos Korn” em muito tempo e contendo elementos dos aclamados IssuesFollow the Leader, o novo disco não descarta completamente as influências electrónicas da banda provenientes das suas aventuras anteriores, mas usa-as como um apoio às músicas e não como protagonistas, local onde as guitarras afinadas por baixo e a dissonância voltam a ter local de destaque, como nos sintetizadores que acrescentam negrume à excelente “Black Is The Soul” ou os harmónicos discretos que dão personalidade à cavalgante “Everything Falls Apart”.

A reminiscência do catálogo de luxo da banda nos anos 90 é inegável, com os singles a trazerem ao de cima o melhor que a banda fazia nessa altura (embora de forma algo formulaica), patente nos riffs melancólicos mas quase Pop da memorável “Insane” que soa a “Falling Away From Me” e os murmúrios e rugidos de um Jonathan Davis sempre igual a si mesmo na competente “Rotting In Vain” que decerto recordará a clássica “Freak On a Leash”.

Há, no entanto, muito mais do que só Korn a soarem nostálgicos em SoS, havendo alusões ao Post-Metal de uns Neurosis no riff contagiante de “Die Yet Another Night” e influências inegáveis ao Rap Metal brutal de uns Slipknot em início de carreira na banal “Please Come For Me”, que mancha o habitualmente brilhante reportório de fechos de álbum, revelando-se uma confusão que nunca decide bem o que quer ser.

flirt com os seus congéneres não fica por aqui, com Corey Taylor a participar em “A Different World”, momento mais fraco do disco que soa desencaixado e como uma paródia involuntária dos músicos a si mesmos, tal como “Take Me”, uma música francamente constrangedora no modo como tenta emular tudo o que faz dos Korn eles mesmos, sem nunca se retirar dela mais do que o ocasional aceno afirmativo.

Desta forma, SoS continua a marcar o passo no regresso da banda às suas raízes metaleiras, mostrando-se mais sólido que o seu antecessor e recheado de bons momentos que bebem do catálogo de luxo dos americanos nos seus tempos áureos e, embora nem pense em inovar, mostra os Korn iguais a si mesmos e em forma e mais do que isso também não se pede.

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