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Apotheus [Março 2012]

Os Apotheus são uma banda de Metal, com origem em Paços de Ferreira. O grupo nasceu em 2008, 2009 a banda lançou uma demo com o título de “Memories”. Em Dezembro de 2010, após vários concertos, Apotheus lançam o EP denominado “A Quest to Remain”. EP este, que vai dar origem a uma agregação da banda com as Editora Raising Legends Records. Andam agora a divulgar “Revival”, tema do single ’ com o mesmo título editado em vinil. Os Apotheus são Miguel Andrade – Guitarra Eléctrica , Voz Masculina; Albano Von Hammer – Bateria Acústica; Tiago Santos – Guitarra Eléctrica; Luís Miguel Mota – Baixo eléctrico.

Iniciam uma entrevista a dizer que se juntaram, com vontade de criar uma banda de metal melódico. Têm mantido essa linhagem, a que era a base inicial?
Sem dúvida. A introdução de melodia nas músicas faz demasiado parte de nós para deixarmos de o fazer. Sempre que compomos as nossas músicas é inevitável não irmos pela vertente melódica do metal.

“A Quest to Remain” foi o que não só vincou uma parceria com a Raising Legends Records, como também um novo passo enquanto banda. O lançamento desse vosso EP foi uma ascensão bastante notável na vossa carreira?
Foi sim. Ganhamos experiência, acima de tudo. Um lançamento de um disco envolve muita coisa, e este EP serviu para nos familiarizarmos com todos estes passos, desde as gravações às burocracias de direitos, artworks, etc. Portanto, fez-nos “ascender” neste aspecto. Em termos de carreira por assim dizer, a parceria com a Raising Legends Records foi crucial. Foi no fundo, e fazendo uma analogia, “entrarmos para um comboio já em andamento” no qual também ajudamos a puxar. Aprendemos muito com esta editora. Mas sim, o EP foi um marco importantíssimo na banda. O próximo álbum irá reflectir aquilo que aprendemos com o EP e vamos tentar fazer com que seja um marco ainda maior que o primeiro.

Já começaram o trabalho de divulgação do “Revival”, também este editado em vinil, single do próximo álbum. Como tem sido a recepção do mesmo?
Óptima. Tivemos muito boas críticas vindas de toda a parte. Apostamos também num videoclip que foi crucial nesta divulgação. Aproveitamos aqui para relembrar que o single terá uma outra faixa para além da Revival.

Para quando pensam lançar o álbum, que contém esse já tão decorado single?
Seria óptimo fazê-lo ainda este ano. Entraremos em gravações o mais cedo possível.

Conseguem sentir, que a emotividade do público que assiste aos vossos concertos, corresponde aquela com que realizam os trabalhos?
Muitas vezes, mas nem sempre, obviamente. No processo de divulgação de um trabalho há sempre aquele passo importante de o dar a conhecer. Quando tocamos em locais que nunca antes tocamos a emotividade do público é diferente. Geralmente é um público atento a algo novo que está a ouvir. Depois ou lhes agrada ou não. O objectivo é fazer com que agrade o maior número de pessoas. Em locais em que já tocamos algumas vezes, notamos uma grande emotividade. É fantástico quando o público canta a “Revival” connosco. É dos sentimentos mais gratificantes que se pode ter. É o público que nos faz sentir que estamos a fazer o que é suposto. Por mais cliché que seja esta historinha de amor público/banda, é a verdade. Como já ouvi muitos dizerem “o público faz meio espectáculo”.

Como é, passar de uma banda de garagem, a uma banda com Editora, e nome no mercado?
É um processo difícil. Ou pelo menos mais difícil do que pensávamos. O rigor, trabalho e responsabilidade aumentam, mas claro que também temos muito mais retorno a vários níveis. “Quem corre por gosto não cansa”, e é o que se verifica aqui. Mas claro que é algo excelente, especialmente com uma editora destas.

Já tiveram que optar entre a vossa vida pessoal e a vossa carreira, ou até agora foi simples conciliar?
Muitas, muitas vezes esse problema surgiu. Dedicamos muito do nosso tempo à banda, cada um com as suas funções. Tem que haver um trabalho de equipa muito grande de modo a minimizar estes problemas. Mas respondendo à questão, eu diria que depende das fases da banda. Em fazes de composição temos horários mais flexíveis. Em fases de gravação é um caos. Em fases de muitos concertos acaba por ser também complicado para coordenar tudo. A solução passa por colocar a própria banda na nossa vida pessoal. Mas acreditamos que tudo isto vale ou valerá a pena e este pensamento acaba por “simplificar” as coisas.

A concretização do vídeo-clip “Revival” foi uma outra faceta da música. Como descrevem a experiência de cantar, mas haver a preocupação com a imagem de uma forma mais detalhada?
A preocupação com a imagem não surgiu no videoclip. As coisas surgiram muito naturalmente nesse aspecto. Pela altura da gravação do videoclip já tínhamos a nossa identidade bem definida, e esse assunto nem esteve, ou pouco esteve, “em cima da mesa”. Mas resumindo, neste aspecto basta sermos nós mesmos, mantendo sempre o ouvido aberto para novas críticas e sugestões sempre benvindas.

Qual foi o comentário mais curioso, que receberam, enquanto banda?
Curioso? hmmm… Bem, tivemos aqueles comentários comuns do género “Isto é barulho”, “Ele não canta, ele berra”. Também já nos disseram que somos uma banda de “metalcore”, o que também dá que pensar. Quanto a comentários positivos, felizmente tivemos bastantes. Talvez o que mais me tenha marcado foi um, no fim de um concerto, em Setúbal: “Por favor, toquem tudo o que tocaram outra vez”. Grande abraço para o Capricho Setubalense, havemos de voltar lá.

De onde surgiu o nome Apotheus?
Estava a ver que ninguém perguntava isso, (risos) Bem, nos inícios da banda, ainda com alguns elementos diferentes, procuramos nomes. É algo importante numa banda, não é? Todos sugeriram vários nomes, até que o Albano apareceu com a ideia “Apotheus”. “Apotheus” pode ser visto como uma mistura de palavras como “Apoteose” e “Deos”. Apoteose significa “elevar algo a estatuto divino”. Gostamos todos do jogo de palavras e, de facto, as nossas músicas fazem referência a algo superior. Todos achamos adequado e ainda hoje acho que encaixa que não uma luva.

Existe uma espécie de vivência da música alternativa, no Norte, diferente da que ocorre no resto do país, mais profunda, mais vincada. Confirmam os “rumores” ?
Receio bem que não possa confirmar esses rumores. Já tocamos no Sul e vimos gente com muita garra e paixão por este tipo de música. Ainda nos dias de hoje em conversa nos lembramos de concertos excepcionais, e muitos deles foram no sul/centro. Na nossa opinião, todo este público é muito unido, seja onde fôr. É claro que a nossa experiência pode ter tido a “sorte” de não ter passado por essa situação.

Se fossem personagens de um filme, que filme seria a banda Apotheus?
Bem, neste momento o filme seria “O Livro da Selva”. Depois do videoclip da Revival, não me parece haver filme mais adequado. ( risos )