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Arch Enemy [Julho 2011]

O vosso novo album, “Khaos Legions”, foi lançado há muito pouco tempo. Como é que decorreram as gravações? Houve muitos momentos descontraídos entre os membros da banda, ou foi, essencialmente, um trabalho árduo?
Foi trabalho duro, 24 horas por dia, 7 dias por semana, a trabalhar por turnos durante 2 meses e meio, a maioria do álbum foi produzido por nos próprios. Nós somos perfeccionistas. Foi brutal, mas estamos orgulhosos do resultado final!

Como tem sido a recepção às novas músicas?
Muito boa, tanto dos fãs como da imprensa. Obrigado!!!

Como é que tiveram a ideia de gravar as quatro faixas de versões que estão no CD-bónus “Kovered In Khaos”?
Sempre gostámos de “arch enem-izar” músicas de outras bandas, só por diversão. Desta vez tínhamos tantas versões que tivemos de as juntar num segundo disco.

Muito frequentemente abordam temas de revolução, rebelião, e todo o conceito de “unir as pessoas atrás de uma bandeira ou faixa”. É, de alguma forma, uma resposta aos tempos difíceis que vivemos actualmente?
Vivemos num mundo em que tudo está a ser “dado à colher” à boca das pessoas pelo governo, pelos media e pelas redes sociais. O mainstream é precisamente isso – um processo optimizado. Eu acredito que cenas underground, alternativas, como a cena do metal pode dar impulsos à mudança, porque são compostas de pessoas que, para começar, pensam de forma diferente, e que têm a sua própria identidade, pelo menos no que toca ao seu gosto musical. O metal é, simplesmente, a banda-sonora perfeita para uma mensagem agressiva, barulhenta, de “luta por ti próprio” – por isso damos o nosso melhor para a pôr aí fora. Com força.

A assinatura musical dos Arch Enemy é instantaneamente reconhecível. Alguma vez pensaram em fazer algo completamente diferente, como algum tipo de álbum experimental?
Não. Estamos muito orgulhosos de ter encontrado a nossa própria voz e som, e não queremos perdê-la ou diluí-la criando algo que negligencie todas as marcas características dos Arch Enemy. Porque é que o faríamos? O derradeiro objectivo de um artista é ter expressão individual. Nunca abriríamos mão disso. Álbuns experimentais são para aqueles que ainda estão à procura de si próprios…

Quem é que criou o nome “Arch Enemy” e o logótipo da banda, e quais são as razões por trás deles?
Foi o Michael que se lembrou do nome da banda. Tem um significado muito universal, mas também muito claro. Encaixa perfeitamente na nossa mensagem de anarquia e ateísmo. Quanto ao símbolo, acho que foi um amigo do Michael que o criou… É uma mistura entre o círculo, o símbolo do caos, e pura fantasia. Actualmente está muito bem estabelecido e representa a força que são os Arch Enemy.

Vocês são da Suécia, um país que tem história no campo do heavy metal em geral, e do death metal em particular, que se desenvolveu aí no final dos anos 80. Há muita competitividade entre as bandas aí? Em caso afirmativo, é uma competitividade amigável, ou nem por isso?
Nós não fazemos mesmo parte da “cena Sueca”, focamo-nos em nós próprios. Não sentimos qualquer competitividade porque olhamos para o mundo e não para a Suécia quando estamos activos como Arch Enemy. Não nos comparamos a outras bandas suecas e definitivamente não temos quaisquer rivalidades com quaisquer bandas por aí fora.

Estão excitados por irem tocar nos festivais Sonisphere?
Estes festivais são óptimos meios de exposição para a banda, mas é um trabalho duro. Alguns destes festivais são geridos de uma forma muito desagradável para os artistas, fica caro poder tocar neles e a produção do espectáculo é difícil. Mas aceitamos as coisas boas que vêm com as más – e o que é bom é ter imensa gente à frente daquele palco!

Já tocaram algumas vezes em Portugal. Têm algumas memórias especiais de um desses concertos?
Sim, fomos cabeças de cartaz de um pequeno festival, a cerca de uma hora de Lisboa… Foi uma experiência agradavelmente selvagem e entusiástica! Estamos a planear fazer um ou dois espectáculos em clubes em Portugal, em Janeiro ou Fevereiro de 2012. Gostaríamos de ver esses fãs malucos outra vez nesse espectáculo

Como fãs de música que são, quais são as vossas bandas e/ou artistas favoritos?
Estamos mais ou menos presos às cenas do rock e do metal dos anos 70, 80 e 90… Eu sou um grande fã de death metal, mas também adoro Judas Priest, Sanctuary, Sabbath, e assim… Todos temos um gosto bastante old-school para música. Bandas mais recentes de que gosto são os Behemoth e os Gojira.

Podem falar um pouco acerca do regime de ensaios dos membros da banda neste ponto das suas carreiras? Que conselho dariam a todos os músicos amadores por aí fora, a praticar nos seus quartos ou garagens?
Fazemos imensas jams como banda na sala de ensaios. Cada membro também pratica em casa, mas a música ganha mesmo vida quando a ensaias com outras pessoas. O melhor é fazer as duas coisas… Treinar em casa e depois pôr em prática na sala de ensaios… E quando tiverem tudo perfeito, saiam por aí e toquem ao vivo! Partam tudo e gozem o poder da música!