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Bring Me The Horizon [ Janeiro 2012]

Como foi para vocês estarem na “The Eighth Plague Tour”, como suporte de uma banda como Machine Head?
Foi surpreendente e ao mesmo tempo um grande desafio. Nós somos todos grandes fãs de Machine Head e temos um grande respeito pela banda. Acho que foi com a música “Davidian” que aprendi os meus primeiros riffs de metal na guitarra! Houve, no entanto, alguns fãs deles que não se mostraram interessados em BMTH, outros que nos odiaram mesmo (por qualquer motivo?), e por isso tivemos que trabalhar muito para tentar conquistá-los na maioria das noites.

Imaginavam que a digressão ia ser assim tão intensa?
Nós tinhamos uma ideia daquilo que nos estávamos a meter quando aceitámos fazer esta digressão, no entanto não nos detivemos perante uma oportunidade como esta.

Os espectadores portugueses responderam bem ao vosso som?
Os espetáculos em Portugal estiveram possivelmente entre os melhores em toda a digressão. Talvez tenha sido por ainda não termos tocado em Portugal, por isso muitos dos nossos fãs foram ver-nos pela primeira vez e eles realmente mostraram o seu apoio e entusiasmo. Vamos definitivamente regressar a Portugal para tocar na primeira oportunidade que tivermos.

Ouvi dizer que esta vai ser a vossa última digressão por um tempo. Estão a ficar cansados da estrada?
Não, não é isso. Simplesmente chegou aquele momento em que é tempo de parar, escrever e gravar um novo álbum. Estivemos na estrada 18 meses na “The Eighth Plague Tour” .. E agora temos de escrever algum material novo e começar um novo ciclo, novamente!

Agora, sobre o novo álbum. Já têm material, ou vão chegar lá e ver o que sai no momento?
Temos algumas ideias toscas, mas nós trabalhamos melhor quando estamos em casa por um tempo, a relaxar, sem pensar na promoção do álbum ou em outros aspetos do nosso trabalho. Assim que entramos em “modo de escrita”, as coisas vêm mais facilmente. É mais natural para nós criar música desta forma.

Vocês têm alguma ideia nova para integrar no novo álbum? Tais como efeitos digitais, uma abordagem mais rude e direta para o som, mais ambiente? Se vocês estiverem dispostos a partilhar isso, claro.
Honestamente, realmente não sei o que irá aparecer no próximo álbum. Nós gostamos de novas ideias e influências, daquilo que pensamos ser melhor e ajudar na evolução da banda e do nosso som. Pode haver um pouco mais de eletrónica ou pode haver música mariachi, é tudo o que sabemos! Nós vamos ter que esperar e ver quais são as vibrações que vão andar no ar em fevereiro.

Juntamente com o novo álbum, têm algum projeto novo?
Acabamos de lançar a nossa própria marca de molho de churrasco, através do nosso site, que é muito bom! Além de pequenas coisas engraçadas como essa, a principal prioridade é escrever um álbum excelente! Outras coisas divertidas aparecerão depois disso.

Dá mesmo vontade de experimentar esse tal molho! No site, vocês afirmam que é tão bom que até faz os cães ficarem com gases! Agora, algo mais sério. Algumas bandas fazem um Podcast durante a realização de novos projetos. Vocês acham que é uma boa maneira de promover o novo material?
Acho muito fixe que se façam blogs e diários de digressão e de estúdio! Acho que se eu fosse um fã, gostaria de me sentir integrado com o que está a acontecer com a banda durante períodos como esses. Dar vídeos do estúdio ajuda a que os fãs se sintam envolvidos no processo de escrita, ou pelo menos, alguma luz de como vai o trabalho da banda.

Vamos falar do vídeo do Oliver Sykes e lutar Sam Carter. Isso foi hilariante! As pessoas realmente pensaram que era real! Quem teve a ideia?
Isso foi antes de eu entrar na banda, mas de certeza que foi uma ideia dos dois. É tão estranho como tantas pessoas levaram a sério! Estamos sempre a fazer piadas e brincadeiras, bem como a gozar com certos aspetos da nossa banda e da nossa vida pessoal. É estranho como as pessoas levam estas coisas a sério. Vão para o twitter ou para o tumblr fazer posts a referir lutas entre as duas bandas e criar histórias irreais… É incrível ver estas coisas, especialmente quando no vídeo se vê claramente que é algo absurdo e não é real, é só uma piada.

Vocês realmente deram um grande pontapé inicial na Kerrang! ao ganhar o “Best British Newcomer Award” em 2006 e o “Best Album Award” em 2011, para não falar das várias nomeações em diversas categorias pela mesma revista. Vocês devem estar gratos e orgulhosos por causa destas conquistas.
Estamos sim! Vencer em 2011 foi excelente para nós, chegamos até a pagar para ter uma réplica do prémio K cada um. A Kerrang!, assim como muitas outras publicações foram muito favoráveis a BMTH e agradecemos a todas elas por isso!

Como vêem o futuro do DeathCore?
Eu não tenho uma bola de cristal! Acho que é muito estranho a necessidade de inventar ou inventariar todos esses nomes de géneros e subgéneros, quando na verdade todos eles se encaixam sob um título simples, Heavy Metal. Eu acho que essas denominações só causam divisão entre os fãs, quando na realidade deveríamos estar todos unidos por um amor pela música pesada em geral, ao invés de discutir sobre quem é realmente Death Metal, DeathCore ou falso Metal…

Poderá haver agora uma nova revolução na música extrema no Reino Unido pelas mãos de bandas novas?
Sempre haverá novas bandas! Algumas serão muito boas, outras não, mas vou sempre apoiar a nova música. Porque, algures no passado, a minha banda era nova e não tinha apoios, e sem os apoios que nos apareceram pelo caminho, não teríamos chegado tão longe.

Para terminar, desejo o melhor para vocês e um futuro (ainda mais) mais brilhante para a banda no futuro. Queres dar uma palavra aos fãs portugueses?
Obrigado pelo apoio na “The Eighth Plague Tour”, aliás, obrigado pelo apoio em geral! Nós definitivamente vamos voltar a Portugal, é uma prioridade para BMTH!