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Chaos in Paradise [Agosto 2011]

Para quem não conhece, quem são os Chaos in Paradise?
Os Chaos in Paradise nasceram em Outubro de 2008 através de Quik (bateria) e Alex (guitarra). Juntos fizeram uma jam numa pequena garagem e logo uma grande empatia imperou entre os dois. Decidiram então arrancar com uma banda recrutando mais tarde Pedro (guitarra), 19 (baixo) e Sara (voz). Apesar destas 5 pessoas serem totalmente diferentes entre elas, tanto a nível pessoal como em gostos musicais, isso fez com que Chaos in Paradise se tornasse uma mistura bem conseguida de sonoridades díspares dentro do mundo do Metal.

O vosso último lançamento foi o EP ” Let The Bliss Remain”. Como tem sido a recepção por parte dos fãs e da critica a esse trabalho?
Temos recebido boas criticas quanto ao nosso ultimo trabalho, tanto a nível nacional como internacional, já são de notar alguns seguidores da banda. Temos tido bastante apoio por parte dos fãs, o que tem proporcionado bons momentos, principalmente nas prestações ao vivo.

Qual a mensagem que “Let The Bliss Remain” pretende passar a quem o ouve?
Vai um pouco em conta ao que a própria filosofia da banda, ou seja: positivismo e bastante força para encarar algumas façanhas que a vida poderá pregar a qualquer um de nós, num dia-a-dia normal.

Quais são as principais influências dos Chaos in Paradise?
O leque é vasto e há uma grande banda de estilos e bandas em termos de influências individuais, por exemplo: Gojira, Porcupine Tree, Trivium, Alter Bridge, etc… Algum consenso de gostos talvez em: Textures, Opeth, entre outros.

Como é que as coisas funcionam, em termos de composição? Há alguém que tenha maior protagonismo ou as coisas tomam forma com a contribuição de todos?
Em Chaos in Paradise o processo de composição é bastante estimulante, e isto deve-se ao facto de toda gente já ter aparecido com ideias base para uma possível musica. Posteriormente essa mesma ideia é trabalhada na sala de ensaios. Isto certamente é perceptível na audição de Let the Bliss Remain – falo da abrangência de elementos e géneros das nossas influencias individuais.

Segundo podemos apurar, a banda tenciona lançar o primeiro álbum em 2012. Podem adiantar algum detalhe? O que é que os fãs podem esperar?
É possível revelar que a fase de composição do próximo trabalho já foi iniciada. Tudo aponta para uma direcção: mais peso, força e solidez musical mas nunca esquecendo algo que nos identifica por natureza, que é uma boa parte de melodia e harmonia nas composições.

Todas as gravações feitas até agora ( demos e Ep ) foram certamente suportadas financeiramente pela banda. Como é suportar esses custos? Como vai ser para suportar futuros custos?
A parte do financiamento é sempre difícil, é verdade. É um esforço que esperamos que seja recompensado posteriormente. Em relação ao futuro, iremos trabalhar incessantemente para que os fundos para próximas despesas existam, tendo sempre boas prestações tanto ao vivo, como em estúdio. A nossa maior satisfação é o feedback positivo de quem leva para casa um exemplar do nosso trabalho. Isso dá-nos força para continuar a trabalhar mais e melhor.

Existem planos para um digressão fora do país? Por onde gostavam de andar?
Presentemente temos uma data marcada fora de Portugal, nomeadamente dia 21 de Outubro em Madrid (Sala Excalibur Metal), onde partilharemos o palco com Bleeding Tears e Tears of Martyr. Os grandes festivais europeus são por exemplo sítios onde almejamos tocar, porém sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer… Talvez um dia, nunca se sabe…

Os Chaos in Paradise contam já com 3 anos de vida. Alguma história curiosa que se tenha passado que possam partilhar?
Em 3 anos já temos as nossas histórias, peripécias e acontecimentos curiosos, sempre envolvendo uma grande dose de amizade. Um momento que ficará sempre na nossa memória foi a queda da Sara num dos primeiros concertos após o lançamento da Demo. Apesar de ter ficado sem um dente, continuou a cantar e terminou o concerto, como previsto, embora tenha parar às urgências do hospital. A partir dai pudemos sempre fazer jus à velha máxima do “ vamos partir tudo, pessoal!!”.

Hoje em dia a industria musical está superlotada, são lançados centenas de cds por dia. Para vocês é bom haver tanta aposta por parte das editoras e fazer com que muitas bandas consigam ter pelo menos um cd, ou é mau porque com tantos cds e bandas, muitos nem chegam a ser ouvidos, nem, as vezes, a ter o merecido valor?
Quanto mais oferta, mais difícil é fazer-se notar na cena musical mas de certa forma obriga as bandas a trabalhar cada vez mais e com maior qualidade. A industria discográfica está pelas ruas da amargura e há que nos fazer valer cada vez mais de novas formas de chegar ao público, como por exemplo lojas de música online ou até disponibilizar as músicas gratuitamente. Nos dias de hoje é mais fácil ser ouvido através da internet, mais propriamente nas redes sociais.

São uma banda portuguesa que canta e tem títulos em inglês. Essa é uma forma consciente de chegarem a um público mais vasto ou uma opção meramente comercial?
É óbvio que o inglês nos pode e já proporcionou a “internacionalização” mas pareceu-nos ser a melhor opção linguística no contexto do estilo musical.

O que podemos esperar dos Chaos in Paradise para um futuro próximo? Concertos? Um video clipe?
Quanto a datas neste momento já temos algumas: no Porto, Hard Club no dia 2 de Setembro, n´”O meu mercedes é maior que o teu” no dia 4 de Outubro e em Madrid, como já foi referido. Estas estarão entre outras a anunciar em breve. Um video clip poderá realmente ser esperado pelos fãs de Chaos in Paradise, que está neste momento em fase de estudo e preparação. Por último, queremos agradecer a todo o pessoal da Rock n’Heavy por esta oportunidade e pelo apoio.

Queremos agradecer a toda a gente que, directa ou indirectamente, está ligada aos Chaos in Paradise e que nos ajudam nesta caminhada. Finalmente, queremos apenas divulgar que podem adquirir o “Let the Bliss Remain” nos nossos concertos (fiquem atentos à nossa agenda).