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Edguy [Setembro 2011]

O novo álbum, Age of the Joker, soa como a receita perfeita para uma refeição gourmet. Uma boa dose de Power Metal, com uma guarnição de melodias sinfónicas, servida com Hard Rock, riffs estaladiços e uma cobertura de música Folk. Consideram-se bons “chefs”? O álbum ficou cozinhado como pretendiam?
Muito obrigado. Isso agrada-me muito. Mas cuidado, não tenho a certeza se queres realmente comer uma refeição preparada por mim, hahaha. Talvez umas salsichas com massa e pudim de pepino??? Eu prefiro concentrar-me na música hahaha. Estamos muito orgulhosos do novo álbum, caso contrário, faríamos tudo com calma até que quiséssemos realmente divulgar a nossa música. Passamos bons momentos fechados a trabalhar na sala de ensaio.

O álbum nasceu de forma natural e indolor ou vocês gritaram por uma anestesia epidural durante o parto? A Nuclear Blast esteve sempre ao vosso lado a apoiar-vos e a segurar nas vossas mãos?
Apesar de gostar muito do pessoal da Nuclear Blast e salientando o exemplar trabalho de promoção, devo dizer que eles não têm nada a ver com a influência musical. Eles simplesmente ouvem os mixes finais, quando é altura de iniciar o trabalho de promoção e é claro que está definido no contrato que eles são obrigados a amar o novo álbum de Edguy, hahaha! Nós estamos satisfeitos, porque eles confiam em nós completamente, assim como nós também temos plena confiança no trabalho deles!

Cada álbum que fizeram é sempre um pouco diferente dos outros. Acham que a vossa line-up de longa data (desde 1998) ajuda a criar essa mudança ou sentem essa necessidade e procuram inovar a cada lançamento?
Por alguma razão essas mudanças simplesmente acontecem de forma inconsciente. Nós somos todos curiosos e há tantos estilos e influências fantásticos para descobrir. Então, a cada dois anos, é muito natural que surjam novas ideias ou que procuremos reordenar as antigas de uma forma um pouco diferente. Além disso, fico sempre satisfeito a partir do momento em que há guitarras heavyrock pesadas e com muita distorção hahaha. E claro, estás certo, depois de tanto tempo juntos com o mesmo lineup, isso significa que vais sempre reconhecer a matriz de Edguy, melodias cool, por vezes melodias pirosas e o mais importante, muita diversão! É Happy Metal fodido, hahaha!!!

Novo álbum, nova tour. Em Zlin (República Checa) os bilhetes estão esgotados. Já esperavam que isso acontecesse ou foi uma surpresa agradável?
Nunca devemos dar as coisas como certas, mas há que ter esperança! E claro, estamos muito satisfeitos por isso. Como já tocamos várias vezes no Festival Masters Of Rock, a base de fãs estava a crescer rapidamente na República Checa. Assim espero que voltemos a tocar nesse Festival mais cedo ou mais tarde.

Quais são os locais onde esperam obter uma resposta mais positiva nesta Tour?
Ainda mais positiva? Haha! Não sei se faz sentido pensar em certos lugares ou países ou procurar agradar a certos territórios com um determinado estilo ou um determinado álbum. Eu simplesmente acho que este álbum é muito melhor que o anterior no geral. E estamos felizes porque conseguimos fazer um álbum melhor. Mas sabemos que é sempre uma questão de preferências.

As datas da tour (até agora) não mencionam Portugal como um dos lugares escolhidos para uma actuação. Qual a razão? Será devido ao facto de agência de rating Moody’s nos ter classificado como lixo? Ou acharam que seria mais adequado tocar aqui, abrindo para outra banda, como, digamos, Avantasia? Eu realmente acho que poderiam matar dois coelhos com uma cajadada só, por estes lados…
Sim, admito que é pena não termos conseguido marcar pelo menos um concerto em Portugal nesta tour. Isso depende sempre da nossa agência, bem como dos promotores locais. Vamos esperar e ver se podemos fazer um ou dois concertos com Edguy em Portugal no próximo ano. Adorava voltar a tocar aí passado tanto tempo!

Quais são as melhores recordações que têm de Portugal, desde que passaram por cá durante a “World Tour Rocket Ride”? Não querem visitar o país novamente? Têm mesmo voltar a fazer cá um concerto…
Lembro-me que o concerto foi óptimo e que a festa que se seguiu foi ainda melhor!!! Hihihi!!!

Em 2012, Edguy será um projecto com 20 anos. 20 anos de uma longa e suada carreira. Como é que vão comemorar o bem merecido banho? Um DVD especial mostrando a antiga banda a brincar na banheira com algumas beldades (isso seria ÉPICO ou apenas mais um filme classificado como XXX?) Ou têm outros planos?
Não há planos, no entanto, para já estamos apenas concentrados nesta tour. E esta tour também vai durar até 2012, quando formos para a América do Sul, Ásia e Estados Unidos. Assim sendo, seja como for, vamos suar as estopinhas a tocar durante 2012.

“A arte nunca está terminada, apenas abandonada”. Cito aqui Leonardo da Vinci para perguntar se sentem necessidade de regravar um ou mais dos vossos álbuns anteriores de Edguy e porquê?
Na minha opinião, um álbum é como um instantâneo de um certo período na vida de uma banda ou na vida de cinco músicos. É a maneira como tocamos os instrumentos, a maneira como se escrevem as músicas, a forma como elas são interpretadas, e por aí adiante. Quando queremos gravar um novo álbum, vamos fazê-lo com canções novas e não com uma regravação. Foi bom fazer isso com Savage Poetry, mas esse foi um evento único. Serei sempre contra as regravações de Kingdom Of Madness ou Vain Glory Opera ou seja do que for. Esses álbuns são como são, e são bons!!!

A maioria de vocês também toca com Avantasia. É difícil ter projectos paralelos? Como é que decidem para onde vai cada riff ou canção? Atiram a moeda ao ar ou isso é fruto de um cuidadoso trabalho de planeamento e reflexão?
Ok, dois membros da banda não são a “maioria” haha, mas de qualquer forma eu acho que o Tobi, enquanto compositor principal, simplesmente consegue discernir entre o que pretende apresentar na sala de ensaios de Edguy e aquilo que apresenta a Sascha Paeth e Avantasia.

Voltando ao Age of Joker Tour. Consideram que este álbum merece mais tempo de palco ou vão misturar todos os clássicos, sem se importarem com isso?
Posso dizer que consagramos muito tempo na nossa setlist ao novo álbum. Mas, por outro lado, também adoro tocar as músicas mais antigas. Teremos uma boa mistura de tudo, o novo álbum e os clássicos de Edguy. Como sabes, isto torna-se cada vez mais difícil a cada novo lançamento. Mas tenho certeza que conseguimos agradar a todos os fãs de Edguy, embora toda a gente possa sentir sempre a falta de uma música ou outra. Mas vai ser um espectáculo de Edguy, e como sempre nós vamos dar o nosso melhor!

É difícil definirem o line-up ou essa escolha é definida por elementos exteriores à banda de acordo com o sítio onde estão?
Normalmente tocamos sempre o mesmo setlist todas as noites. Talvez possamos trocar uma ou duas músicas, aqui e ali, apenas por diversão. Claro que temos longos combates durante os ensaios e longas discussões sobre as músicas que queremos tocar na próxima tour, até porque cinco membros normalmente significam cinco opiniões diferentes, hahaha!

E as bandas de suporte para esta Tour? Podem avançar com alguns nomes? Onde os arranjaram? São bons?
Sim, são bons Hahaha! Temos o James Kottak e a respectiva banda. Como passamos bons tempos juntos durante a Scorpions/ Edguy Tour, aqui na Alemanha, tivemos esta ideia porreira de, a seguir, fazermos uma Tour em conjunto. A música dele pode ser um pouco diferente de Edguy, mas tenho certeza que o público vai adorá-lo, até porque o James é um tipo engraçado e um grande “entertainer”. Estou ansioso para tê-lo nesta tour.

Ainda desfrutam das tours como no início, ou apenas se deixam levar nas engrenagens da máquina da indústria musical, limitando-se a esperar que elas eventualmente terminem?
Fazer uma tour é o melhor de tudo! Estar no palco, tocar para o público, observar os rostos. Isso é que é! Assim não há nenhuma razão para estar cansado de visitar tantos lugares agradáveis por todo o mundo, conhecer novas pessoas e constatar que há fãs de rock e de heavy metal em toda a parte. É o paraíso!!!

Cuidem-se – Tobias Exxel, Edguy