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Entrevista com os From Kids to Heroes

Uma novidade no cenário Punk nacional, os From Kids to Heroes lançaram no passado dia 19 o seu álbum homónimo de estreia, onde misturam as suas influências e contam com convidados ilustres como Cláudio Aníbal dos Ash is a Robot a ajudar. Aqui na redacção a análise está para breve, mas podemos adiantar que gostámos muito e estivemos à conversa com a vocalista Ana Beatriz Hilário e podem ver o resultado abaixo:

Boas! Antes de mais, obrigado em nome da Rock N’ Heavy pela vossa disponibilidade! Lançaram há pouco tempo o vosso álbum homónimo de estreia, como tem sido a recepção ao disco?

Obrigado nós pelo convite! Na verdade, sendo o nosso 1º álbum, não estávamos com grandes expectativas mas até agora a receção tem sido bastante positiva e o pessoal tem aderido!

Tiveram colaborações de renome da música underground nacional, como Cláudio Aníbal dos Ash is a Robot, como foi essa experiência? Além da colaboração, receberam conselhos valiosos para pôr em prática?

É sempre bom colaborar com grandes amigos como é o caso do Cláudio, correu tudo super bem, ele gostou imenso da música e aceitou logo sem qualquer problema. Dado à experiencia e ao trabalho dele com os Ash Is A Robot estamos constantemente a receber ótimos conselhos dele. É um grande amigo sempre pronto a ajudar no que pode sem hesitar.

Mesmo sendo um disco Punk directo, From Kids to Heroes é uma experiência multifacetada, pelo que gostava de vos perguntar um pouco acerca das vossas influências e de como elas afectaram o processo de gravação?

No que diz respeito às nossas influências, estas são muito vastas e cada um de nós tem os seus gostos e preferências. Neste álbum podem observar-se muitas delas, pois ainda estávamos à procura da nossa sonoridade e a tentar decidir que caminho tomar. De momento (e já com alguns temas prontos para o 2º álbum) já estamos muito mais seguros do tipo de som que queremos e que soa melhor.

Têm acompanhado o lançamento do disco com várias datas de promoção ao vivo, como é a experiência de vos ver ao vivo?

A experiencia de nos ver ao vivo é divertida e sempre com bastante energia. Acima de tudo tentamos transmitir a imagem de que estamos a fazer aquilo que mais gostamos no mundo e que sentimos muito o que tocamos.

Muitas vezes o Punk é erradamente conotado automaticamente com música de intervenção, mas o vosso Punk é muito mais pessoal. Nunca sentiram a pressão de fazer música mais politizada inserida no vosso movimento?

Pelo menos até agora não. A nossa música fala mais de experiências pessoais e pretendemos continuar assim, com o objetivo de que quem oiça as nossas letras se identifique e retire sempre alguma mensagem positiva.

Numa altura em que a música portuguesa parece estar revitalizada, o que pensam dos novos movimentos nacionais? Identificam-se com alguns destes novos artistas?

Pensamos que cada vez mais aparecem mais bandas e artistas que trazem novos estilos e sonoridades ao nosso país, o que é ótimo! Sim, identificamo-nos com algumas bandas como Ella Palmer e Marble Avenue. Infelizmente o nosso estilo ainda não é muito frequente em Portugal.

E o que pensam do Punk actualmente, quando muita gente admite a sua morte e só parece ter interesse em subgéneros mais pesados, como o Post-Hardcore?

Se nos fizessem essa pergunta há uns bons meses atrás diríamos que estava mais morto que outra coisa mas há uns tempos para cá parece-nos que está a voltar com bastante força! Tanto fora como dentro de Portugal.

Dando asas à vossa imaginação, se pudessem partilhar o palco com qualquer banda, qual seria a escolhida? E porquê?

Tonight Alive, sem sombra de dúvidas! Porque somos todos fãs da banda e muitas das nossas influências vêm daí, tanto a nível instrumental como a nível das letras e mensagem que tentamos transmitir.

Finalmente, têm alguma mensagem para os vossos fãs que seguem a Rock N’ Heavy?

Temos sim! Pessoal, saiam de casa e apoiem as bandas e artistas indo aos concertos. Pedimos isto não só por nós mas por qualquer banda/artista português, especialmente os que estão a começar.