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Entrevista com Palisades

Os Palisades tocaram ontem na República da Música como parte da digressão da Head Up! que passará hoje pelo Porto, estando a banda a promover o seu novo álbum Mind Games, que tem colhido bastantes elogios pela sua frescura e mistura de géneros.

Após o concerto, tivemos a oportunidade de trocar umas palavras com o vocalista Lou Miceli, que se revelou mais do que satisfeito com o espectáculo e o público português:

Antes de mais, esta foi a vossa primeira actuação em Portugal, certo?  O que acharam do concerto e do público nacional?

Sim, foi, e meu deus! Foi fantástico, foi tão espectacular, vocês deram um milhão por cento, foi tão bom, houve imensa energia e estamos entusiasmados pelo concerto de amanhã (hoje) no Porto, mal podemos esperar paraver mais de Portugal.

O que acham das bandas com que têm estado em tour?

Bem, temos estado em digressão com os Our Last Night e partilhamos um autocarro com eles e nenhuma das bandas alguma vez teve um autocarro e é fixe podermos partilhar essa primeira experiência com eles, nós já éramos amigos e agora somos mesmo muito próximos e é fantástico acordar todos os dias de manhã numa cidade diferente, é lindo.

A vossa banda tem sido rotulada como o renascer do Nu Metal, o que sentem em relação a isso?

Eu não gosto muito de rótulos, nós somos só um bando de miúdos a tentar fazer música diferente, vimos todos de contextos musicais diferentes, seja Nu Metal, Hardcore, Pop, Electrónica, juntamos tudo e tentamos só soar a Palisades, por isso é fixe se disserem que somos Nu Metal, mas temos muitas outras coisas além disso.

Mas vocês são fãs das bandas clássicas de Nu Metal?

Sim, sim, os Linkin Park são uma grande inspiração para a nossa banda, tal como os Limp Bizkit, mas também ouvimos muita música nova, mas não da cena Rock, mais de Hip-Hop, e Pop, sobretudo coreana e japonesa e depois misturamos isso com o que ouvíamos ao crescer e é esse o nosso som.

Vocês tem músicas pesadas óptimas para ambientes destes, mas também poderiam soar bem numa discoteca, acham que isso ajuda a expandir o vosso som?

Sim, a cem por cento, o nosso DJ e produtor Earl Halasan é que faz a magia acontecer. O nosso objectivo é não ser apenas mais uma banda de rock, porque isso te limita, queremos que a nossa música seja para todos. Não gosto de ver pessoas a dizer “que se foda o Justin Bieber” ou “que se fodam os One Direction”, porque toda a música é linda, é arte e deve ser partilhada com todos e é por isso que incluímos as partes de dança e depois temos fãs que são da cena Rock, outros que nos ouvem no ginásio enquanto fazem exercício e outros que nos ouvem quando saem à noite e isso é fixe, é um público grande.

Mencionaste que vêm todos de passados musicais diferentes, como é que acabaram a tocar juntos?

Eles já eram uma banda antes, chamada Marilyn is Dead e o vocalista desistiu; eu conhecia o baterista dos Broadway (actualmente nos Memphis May Fire) e o guitarrista (actualmente dos Sleeping With Sirens), que estavam em digressão com eles na Flórida, eu encontrei-os, conheci-os e quando o vocalista desistiu, pediram-me para entrar na banda.

Em relação ao novo CD, o que pensam da reacção que tem obtido?

Tem sido fantástica! Só estar aqui em Portugal e ouvir toda a gente a cantar as letras de volta, foi excelente, estou tão longe de Nova Jérsia! Além disso o álbum anda a vender bem e acho que descobrimos a nossa identidade com ele.

Algumas das bandas americanas, sobretudo da cena mais pesada, acham que têm uma melhor receptividade na Europa, vocês acham o mesmo?

A primeira vez que tocámos na Europa foi com os Silverstein e fomos à Alemanha e foi óptimo, mas agora fomos a muitos mais sítios e tem sido excelente, os miúdos cá estão tão excitados com a música, porque muitas bandas não vêm cá frequentemente, enquanto que na América há tanta oferta e podem ver as bandas tantas vezes que pensam “vou vê-los da próxima vez”, mas aqui é uma experiência única, não sabem quando será a próxima vez e é por isso que é óptimo os Our Last Night terem-nos trazido, porque eles são populares cá e tem sido uma grande experiência.

Finalmente, têm alguma mensagem para os fãs portugueses?

Eu queria agradecer o vosso apoio, demorou até virmos cá mas estou contente de o termos feito, adoramos Portugal e queria só dizer que se fodam os géneros e os rótulos, simplesmente ouçam e façam música de todos os tipos, porque toda a música tem todo o tipo de emoções, não ouçam só Metal, ou Rock, ou Hip-Hop, ouçam tudo, porque é lindo.