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Five Finger Death Punch [Agosto 2011]

Boas Pessoal! Antes de mais, muitos parabéns pelo vosso novo single “Over And Under It”.
A primeira vez que ouvi o novo single, fiquei espantado com a letra simples, mas ponderosa. Talvez devido à minha experiência de vida, vi este som como uma grande chapada ao mundo por julgar o livro pela capa. Podem-nos dar a vossa definição desta música?

Obrigado. É mesmo isso. Hoje em dia, com a internet e com tanta informação fácil de adquirir, também existe muita informação errada à espera de ser absorvida. Rumores ridículos, bisbilhotices parvas. Esta música é um estalo para todos os fala-barato que não sabem o que dizem.

Quais foram as principais influências na composição do vosso novo álbum “American Capitalist”?
Nós unimo-nos imenso como Banda, e o tema principal de “American Capitalist” é a sobrevivência. Aqui na América pode-se ser tudo o que se quer ser ou então morre-se pobre. Compete a nós próprios decidir se trabalhamos muito e damos tudo e ter sucesso e ser o que queremos ser. É sobrevivência, mais vale ser o leão que a zebra.

Como descrevem “American Capitalist”? Vamos ver uns Five Finger Death Punch completamente novos com, digamos, algumas surpresas, ou vai ser um álbum igualmente bom mas à moda antiga?
Nunca vamos fugir a quem somos como banda e como pessoas, há sempre algo de Death Punch que sobressai. Mesmo assim, neste álbum, quisemos superar-nos, melhorar musicalmente a nível de letras e de produção. Investi todo o meu sangue neste álbum e estou muito orgulhoso. Mal consigo esperar que o pessoal o ouça.

No vosso último trabalho “War Is The Answer” tínhamos músicas com imenso power e pelo meio uma grande balada chamada “Far Away From Home”, a qual nos mostrou a grande voz de Ivan Moody. Vamos ter um trabalho destes também no ”American Capitalist”?
Existe muita variedade neste álbum. Temos sons poderosos e pesados mas também com muita melodia. O Kevin Churko fez um enorme trabalho a puxar por nós para fazermos o melhor álbum das nossas vidas.

Como sabemos, vocês estão a trabalhar no novo álbum há quase um ano. Bem no meio que vocês separaram-se de Matt Snell e Chris Kael juntou-se a Five Finger Death Punch. Como é que isso influenciou o trabalho que vocês tinham feito até esse dia? Houve alguma mudança no progresso devido à adição de Chris ao vosso trabalho? O Matt nunca foi um membro que escrevia, por isso não afectou as músicas na forma como foram escritas. Desejamos-lhe o melhor, e Chris é uma adição maravilhosa para nossa banda. Em termos do novo álbum, eu sinto que este é o nosso melhor até à data.

Como foi trabalhar novamente com o grandioso Kevin Churko? Ele adicionou algum potencial ao vosso trabalho, uma vez que ele também é um fabuloso baterista?
Ele é excelente, é como se fosse o 6º elemento da banda. Ele é um músico muito talentoso (até mesmo vocalista!) e ele sabe puxar por nós para conseguirmos fazer o melhor som possível. Nós adoramo-lo e temos planos para trabalhar com ele anos e anos.

Em breve irão realizar a “Share The Welt Tour 2011” com algumas bandas excelentes, como All That Remains, Hatebreed e Rev Theory. Estão nervosos?
Nada mesmo. Estou ansioso! Mal consigo esperar em partilhar o palco com um estrelato destes e tocar os novos sons. Estes shows vão ser os nossos maiores até a ver e temos uns belos truques nas mangas para o espectáculo em palco. Vai ser algo nunca visto antes de nós, e vamos faze-lo com algumas grandes bandas.

De todas as bandas com que andaram em Tour, qual foi a que mais curtiram ou que gostaram de fazer umas asneiras?
Somos muito amigos dos Disturbed e Sevendust. Algumas das bandas com quem andamos em Tour são como família. Uma carrada de pessoas excelentes e com quem temos muito tempo de estrada e com quem passamos o nosso tempo livre.

Em 2010, no Download Festival, desligaram-vos o som no meio da “Dying Breed” porque havia muito pessoal a fazer crowd surfin’. Antes de mais, eu acho que isso é algo positive, quer dizer que o pessoal gosta de vos ver e ouvir ao vivo e que simplesmente se estão a divertir. Qual é a vossa opinião?
Foi correcto desligar-vos o som e terminar o concerto? Haha, isso foi de doidos. Ficámos orgulhosos dos nossos fãs, de terem ficado tão arruaceiros. No final do dia, o mais importante é mesmo que estejam todos seguros e que se estejam a diverter, por respeitamos a decisão do pessoal do Download Festival em querer que ninguém se magoasse. Nós temos os melhores fãs de sempre!

Com trabalhos com nomes tipo “The Way Of The Fist”, “War Is The Answer” e “American Capitalist” e um palco cheio de metralhadoras e uma bacteria revestida de balas (É linda, já agora), simplesmente tenho que fazer esta questão. Qual é a vossa visão deste nosso mundo?
Nós gostamos de fazer declarações ousadas, mas sem ser políticos ou qualquer coisa do gênero, somos a favor de cada um lutar por si mesmo. Como um indivíduo, ninguém nos vai dar sucesso, nós tem que lutar por ele e apenas agarrá-lo. Queremos inspirar as pessoas a ser a melhor versão de si mesmo, levantar-se por si mesmos, e lutar por aquilo em que acreditam. O mundo é um lugar difícil, e nós temos que nos levantar e cuidar de nós mesmo e as coisas que nós achamos que são importantes.

Vocês têm dois álbuns e ambos são ouro. E o 3º? Têm noção que poderá acontecer uma 3ª vez?
Nós temos muita sorte em ter os excelentes fãs que temos espalhados pelo mundo. A capacidade de vender um milhão de discos, estando assinados a um label Indie, não é devido a nós, mas sim aos nosso fãs. O “American Capitalist” vai ser o melhor trabalho de 5FDP até agora e estamos ansiosos para realizar o próximo passo.

Por último, será que vos poderemos ver brevemente em Portugal?
Espero bem que sim! Espero que para o ano consigamos ir aí. Nunca fomos, mas já ouvimos que é incrível, com um público único!