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Kittie [Outubro 2011]

Após o lançamento de “In The Black”, as Kittie entraram em digressão durante cerca de um ano, até setembro de 2010, assim sendo estiveram juntas por muito tempo, será que essa experiência vos ajudou, quando chegou a altura de produzir um álbum novo?
Quando deixamos a estrada depois de andarmos em digressão com IN THE BLACK, estávamos completamente esgotadas, arrasadas e exaustas, para sermos sinceras. Para que conseguíssemos voltar verdadeiramente ao ritmo normal, tivemos que, em primeiro lugar, reflectir acerca do ano que passara e em todo o trabalho que dedicamos ao álbum. Também precisávamos de descansar, assim tiramos alguns meses para recarregar as baterias e descomprimir, antes de recomeçarmos a escrever. Tirar uns meses de férias definitivamente faz maravilhas à reignição do fogo, e assim começamos a escrever depois do ano novo, em Janeiro de 2011.

Neste Verão Kittie tocou com Dirge Within e Diamond Plate, como foi a experiência?
A digressão correu muito bem. Divertimo-nos muito com as outras bandas e o resultado final, e a resposta dos fãs foram muito bons.

A caveira e as rosas murchas na capa de “I’ve Failed You” enviam uma mensagem muito forte, podiam explicar-nos como essa imagem se relaciona com as músicas do álbum?
Trata-se da consumação de um “memento mori”, que é um conceito em arte no qual somos forçados a tomar consciência da nossa mortalidade. Tudo, até a vida, acaba por a dada altura ter um fim. E o fim de algo maravilhoso é o tema do álbum. Amor, perda, aceitação.

“I’ve Failed You” é um álbum mais negro e íntimo do que “In the Black”, isso foi intencional ou a banda apenas seguiu por outro caminho em busca de inspiração lírica e musical?
“I’ve Failed You”, de facto, sai de um lugar mais negro do que o seu predecessor. Cresce a partir das fundações e força do álbum anterior “In the Black”, mas consegue pegar em tudo aquilo que tínhamos estabelecido anteriormente e levar isso a um outro nível. Em termos de sonoridade é muito mais dinâmico, e mostra a maturidade e a evolução da banda. As canções foram escritas com uma concepção heavy, mas têm diversas camadas e profundidade. Os sons são limpos e cristalinos, prezando ainda assim uma produção imensa e devastadora. Liricamente este álbum mostra-me no meu ponto mais vulnerável e sincero. Atravessei um dos mais difíceis anos da minha vida, e os temas são o reflexo directo de tudo aquilo que me aconteceu.

Em “We Are The Lamb”, o primeiro single, as Kittie mostram as garras, rugindo, e tudo parece muito passional e pessoal, qual é o tema desta canção?
A canção fala-nos de auto-sacrifício, e da ideia de alguém dar a própria vida para que o outro possa continuar a viver, na esperança de que a vida possa vir a ser melhor.

Toda a tragédia termina da mesma forma, com amor e morte, será que podemos dizer, à maneira de Shakespeare, que este pensamento perdura ao longo de “I’ve Failed You”?
Sem dúvida, até porque o tema do álbum é, na verdade, a morte do amor, e o facto de aprendermos a ter força e a aceitarmos o seu fim.

Sentem que a música, particularmente durante os concertos, pode actuar como uma forma de catarse?
Para mim sim, escrever e canalizar toda a energia negativa dos acontecimentos e sentimentos é algo muito catártico. É algo diferente das formas tradicionais de terapia, e é, verdadeiramente, uma experiência única. Gosto de pensar que sou, de certa forma, um ser humano normal devido a todos os demónios que exorcizo durante as noites que estou em palco, e através da canção.

Como reagiram os fãs às novas canções durante os vossos concertos?
A resposta foi muito positiva, e logo após o lançamento do álbum, encontramos muitas pessoas que conheciam as letras, os riffs e que cantavam connosco durante os concertos.

Kittie é uma banda de metal canadiana, mas a maior parte dos vossos fãs vivem nos EUA e na Europa, como explicam esse facto? E como é a cena metal canadiana na actualidade?
Kittie sempre teve fãs no nosso país natal, mas inicialmente tivemos que ir para os EUA de forma a conseguirmos um contrato discográfico, e para sermos levadas a sério. Sempre fomos maiores nos EUA e na Europa, mas temos uma maravilhosa e leal legião de fãs canadiana.

A cena metal canadiana está muito activa e em grande expansão. Há uma grande variedade de bandas a aparecerem por todo o país, e a melhor parte disso é a diversidade matricial que as caracteriza. Ninguém se cola a uma moda ou estilo, e isso é espantoso.

Como é que vão gerir a vossa setlist ao longo da nova digressão, vão concentrar-se na promoção de “I’ve Failed You”?
Estamos a tocar muitas canções do novo álbum, mas como actualmente temos um catálogo bastante extenso, temos que ser cuidadosas em relação às canções que escolhemos. Tentamos sempre percorrer todos os nossos álbuns e esta digressão não será excepção.

Temos conhecimento que gostavam de fazer uma digressão pela Europa, alguma hipótese de as vermos ao vivo em Portugal?
Neste momento não temos planos para a Europa, mas temos esperança de fazer uma digressão europeia durante o próximo ano, Portugal incluído!

Mais alguma coisa que gostavam de partilhar connosco?
Muito obrigado a todos os que nos apoiaram ao longo dos últimos anos, e que ainda nos continuam a apoiar. O nosso novo álbum, I’VE FAILED YOU está disponível nas lojas. Visitem kittierocks.com para as últimas noticias!