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Leprous [Fevereiro 2012]

Em ascensão na cena progressiva, os noruegueses Leprous, com pouco mais de dez anos de carreira e três álbuns de originais editados, foram uma das bandas convidadas para assegurar a 1ª parte dos concertos dos Amorphis na sua tourné europeia. O último álbum “Bilteral” desta banda norueguesa é bastante eclético e até extravagante, mas é, acima de tudo, refrescante e diferente. Os cinco rapazes de Notodden têm tudo para se tornarem num dos grandes nomes do metal progressivo.

Uma vez que esta é a primeira entrevista dos Leprous para a Rock n’ Heavy, podes apresentar a banda aos nossos leitores através de um resumo biográfico curto?
Os Leprous começaram em 2001 como uma típica banda de jovens, tendo evoluído lentamente para aquilo que é hoje. Gravamos a nossa primeira demo em 2004; o primeiro álbum completo “Aeolia” (nunca lançado oficialmente) em 2006; o nosso primeiro lançamento oficial “Tall Poppy Syndrome” em 2009 e em 2011 gravamos e lançamos “Bilateral”. O ano passado estivemos muito ativos com tournés/tocando em muitos espetáculos. Somos uma banda muito trabalhadora e ambiciosa e temos uma visão clara sobre onde estamos a chegar. Esta é a versão muito curta (risos).

Quais são as influências da banda?
Nós somos influenciados por géneros e bandas diferentes. As bandas pelas quais somos inspirados por estes dias não são necessariamente as bandas às quais soamos. No ano passado, eu, pessoalmente, ouvi muito Massive Attack, Michael Jackson, James Blake, Radiohead, Porcupine Tree e toneladas de outras bandas. Qualidade antes de género, sempre!

Vocês estiveram em digressão com os Amorphis, promovendo o vosso último álbum. Como foi essa experiência?
Fantástica! Acho que poucas bandas gostam de tournés tanto como nós e a tourné dos Amorphis provou que isto é verdade. Tocámos em toneladas de espaços grandes, tivemos tantas audiências excelentes, conhecemos toneladas de pessoas simpáticas, comemos muita boa comida local, viajámos num autocarro realmente luxuoso, ficámos a conhecer os Amorphis (rapazes fantásticos) e conhecemos imensas belas cidades europeias. Além de termos conseguido uma promoção séria de nós próprios.

A propósito de “Bilateral”… o álbum recebeu ótimas críticas. Quais eram as vossas expetativas?
Esperávamos que as críticas fossem mais variadas. Umas ótimas, outras medíocres e outras realmente más. Mas, no geral, tivemos, quase sem exceção, críticas fantásticas que, obviamente, são extremamente lisonjeiras e motivadoras para nós.

Qual é o conceito básico da lírica de “Bilateral”?
As letras não têm nenhum tema em comum, como são todas escritas indivualmente, mas elas têm tendência para descrever tópicos bastante depressivos, sarcasticamente ou diretos. Para inspiração, a melhor coisa é escrever fora do estado de espírito e o quer que esteja na mente no momento, independentemente da hora e do local. Letras que se escrevem por elas mesmas são, muitas vezes, as mais honestas.

Vocês fizeram dois concertos em Portugal. O que pensas do público português? Gostarias de voltar?
Na verdade, um dos nossos espetáculos favoritos de toda a tourné foi no Porto. Som fantástico, público, espaço e restauração. Portugal é, desafiadoramente, um país que vamos voltar. O país é lindo e o público é excelente.

Qual é a melhor memória de Portugal?
A minha melhor lembrança de Portugal é o dia inteiro passado no Porto. Nós tínhamos estado por toda a Europa com tempo frio e chuvoso. Então, um dos meus momentos favoritos na tourné foi quando saí do autocarro e percebi que estavam 20 graus e o sol brilhava. Além disso, estávamos estacionados no centro desta bela cidade. Passamos a maior parte do dia a passear/andar no pequeno elétrico em torno da cidade. Depois, acabamos o dia com um dos melhores concertos de toda a tourné.

Pode uma banda de metal progressivo viver da música?
É possível, mas nós ainda não estamos lá. Há muitas bandas progressivas que vivem da sua música. Felizmente, ainda somos jovens e temos muito tempo para fazer com que isso aconteça.

O que te inspira?
Inspiro-me em pessoas que têm um objetivo claro na vida e com ambições. Claro que depende muito do tipo de ambições e metas que estamos a falar, mas contando que os objetivos podem beneficiar muitas outras pessoas, está aprovado. Eu fico muito desmotivado com pessoas que estão apenas a flutuar em redor do mundo sem objetivos ou planos.

As tuas influências musicais foram mudando ao longo dos anos ou ainda ouves as mesmas coisas que costumavas ouvir?
Mudaram muito ao longo dos anos. Quando era jovem ouvia principalmente hip- hop, um par de anos depois ouvia metal. Quando tinha aproximadamente 18 anos, então, comecei a descobrir a música progressiva e hoje não estou preso a um género particular.

Quais são as ambições e esperanças que pretendes cumprir com os Leprous a longo prazo?
Como provavelmente percebeste, os Leprous são uma banda muito ambiciosa. O meu objetivo principal é ser capaz de fazer uma vida só nos Leprous. Estamos dispostos a trabalhar no duro para alcançar este objetivo e eu acredito que é realizável, desde que sejamos determinados o suficiente.

Que mensagem gostarias de deixar aos vossos fãs e àqueles que poderão vir a ser no futuro?
Vocês não viram o último dos Leprous!

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