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Linda Martini [Julho 2011]

O que move os Linda Martini?
Uma vespa, uma bicicleta, um Citroen e o passe social.

Costuma-se dizer que o segundo álbum é o mais difícil para uma banda. Embora tenham lançado EP entretanto, sentiram isso?
Ao primeiro disco ninguém te conhece, não há expectativas logo não pode haver desilusões. Os discos seguintes têm esse peso, tens que lidar com as tuas expectativas e com o que outros gostavam que tu fizesses. Sempre fomos muito auto-críticos, desde o primeiro momento, pelo que a pressão foi mais interna do que externa.

“Casa Ocupada” ocupa, de certo, um lugar no coração dos vossos fãs. É um disco onde está presente a vossa evolução. Como disse o músico e vosso amigo Joaquim Albergaria, limpa-nos a alma e os ouvidos. Que lugar ocupa ele no vosso percurso?
Tivemos um ano difícil a nível pessoal, depois o Sérgio saiu da banda e isso deixou-nos num lugar estranho. Deu-nos um gozo tremendo sairmos do outro lado ilesos. Aproximou-nos muito.

Muitas pessoas comparam-vos aos Sonic Youth (aliás, os portugueses têm o defeito de comparar o nacional com o estrangeiro). Com que objectivo intitularam a canção “Juventude Sónica”?
Os títulos às vezes são difíceis. Este foi fácil, a música lembrava-nos o andamento dos sonic youth e resolvemos chamar-lhe assim. Para além disso, assenta que nem uma luva no que a letra quer dizer. É claro que há alguma ironia nisto, mas cada um que entenda como quiser.

Sentem-se mais confortáveis em produzir um álbum ou preferem formatos mais alternativos?
(Não sei se percebi a questão. O que entendes por formatos alternativos? Distribuir o disco na net? Gravar em CDR?) Estamos confortáveis com qualquer formato, desde que chegue às pessoas e as leve aos concertos é válido.

Não sentem saudades do Punk/Hardcore?
Não, continuamos a ouvi-lo e aparece cada vez mais nas nossas músicas.

Vocês já tiveram a oportunidade de tocar lá fora. É um universo que vos dá vontade de alcançar?
Para “acontecer” lá fora tens que estar lá. Não podes tirar 15 dias de férias, fazer umas datas e esperar conquistar a Europa. Gostámos muito da experiência mas temos demasiadas âncoras aqui. Trabalhos, casas, famílias. Por agora é mesmo só isso, uma experiência boa que gostávamos de repetir.

Acham que a personalidade dos músicos pode influenciar, de alguma forma, o público?
Assumo que sim, qualquer pessoa que vê o seu trabalho exposto publicamente pode influenciar os outros.A questão é quanto disso é personalidade e quanto é ruído. Pelo menos na música as “personas” confundem-se com as personalidades.

Em Portugal, os apoios às novas bandas ainda têm muito para evoluir. Que conselhos dão aos jovens que querem lançar-se, a sério, no mundo da música?
Toquem, façam música, façam amigos e divirtam-se. Não pensem em lançar-se “a sério” porque quem o faz, regra geral, não o faz com “seriedade”.

Li que novas surpresas estão para vir com o Filho da Mãe. Que mais podemos esperar dos Linda Martini?
Deixariam de ser surpresas se as revelássemos.