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Miss Lava [Maio 2011]

Como é serem também conhecidos pela banda Ray-Ban? Sem isso, seria um pouco como um Pedro Abrunhosa sem óculos?
Hahahahah Diz quem já viu que ele tem uma eight ball de vidro no olho esquerdo! hahahhaha Às vezes a gente já nem se lembra da associação à Ray-Ban. Foi uma coisa efémera, que durou sensivelmente 1 ou 2 meses, mas como teve exposição é normal que para algumas pessoas isso ainda seja uma associação forte. Para nós não há problema algum sermos a banda a, b ou c. Sabemos que somos os Miss Lava e isso é o mais importante!

Blues for the dangerous miles – 48minutos e 23 segundos de um rock puro! Apesar de não terem fechado com uma rocklhada no Optimus alive 2010, acho q é o álbum que vai, seguramente, ficar no top da biblioteca do povo português, principalmente. Orgulhosos?
Obrigado pelas tuas palavras! Sim, temos muito orgulho no álbum, tal como temos no EP. Fazemos sempre o que queremos – controlamos a produção, a gravação, as misturas, tudo. Não é fácil chegares a um produtor sueco de renome e dizeres “Man, não é bem isto que a gente quer, é mais isto…” e mostrar-lhe. Mas connosco funciona assim. Em cada registo damos tudo o que temos e descobrimos sempre ainda mais para dar. Estamos sempre a aprender. O novo disco, que já estamos a gravar, será ainda melhor!

O single “Don’t Tell A Soul” e, posteriormente, o teledisco conta a história de alguém que na vida tem dois lados, ou veste duas peles, estou certa? É algo que retrata muito bem uma das realidades na sociedade. Também se sentem um bocadinho assim? Acham que se a mentalidade portuguesa fosse outra as coisas não eram bem assim, ou até é necessário termos essa(s) face(s) oculta(s)?
No que respeita a todos termos duas peles (prefirimos chamar-lhes “máscaras”), sim. Maior parte das vezes é por aí. Todos nós temos segredos. Todos nós temos sentimentos, pensamentos e acções que preferimos manter ocultos. É a maneira de nos defendermos, seja na família, no trabalho ou mesmo nas amizades. Muitas vezes sentimos que falamos demais e damos “armas de arremesso” aos outros para nos derrubarem. Infelizmente, cada vez mais, não só a mentalidade portuguesa, mas a de todo o Mundo, está a fazer com que caminhemos para a auto-destruição. São mais frequentes as guerras, o terrorismo, a violência, os roubos, os escândalos, etc… e tudo isso já é considerado normal. Faz parte do nosso quotidiano. Por isso tudo, acreditamos que na maior parte dos casos é necessário usar “máscaras” para sairmos o mais “ilesos” possível. A verdade é que quanto mais discretos formos, somos certamente alvo de menos invejas e tentativas de “agressão”. O single “Don’t Tell a Soul” fala precisamente disso. Felizmente o video conseguiu transmitir essa essência muito bem e só por curiosidade a “drag queen” do video, é um homem heterosexual, casado, com filhos e que para nós assenta como um luva na história da música.

Qual a sensação de partilhar o palco com nomes como Valient Thor, Slash ou Fu Manchu?
É das melhores que se pode ter! Como deves imaginar, são bandas que a gente ouve regularmente ou que já nos influenciaram bastante, depois, permite-nos actuar para mais público, em salas cheias. O mais surpreendente é que sentimos que já havia muita gente no público a cantar as nossas músicas! Isso é muito especial! Subires ao palco de um Coliseu com aquilo cheio… dá um nervosinho mesmo bom e depois ver o público a explodir contigo… Não tem palavras! Mesma coisa nos Fu e no Valient!!!! Muito bom mesmo! Por último, permite-nos aprender! Ver aquelas equipas a trabalharem e a humildade que todos eles têm…O Slash, por exemplo, e toda a sua equipa foram duma simpatia fora de série! O guitarrista até postou coisas sobre nós no facebook dele e às vezes falamos. É mesmo assim. Somos todos músicos, não há cá barreiras. Beber shots com a malta de Valient ou estar na galhofa com os Fu Manchu sobre a nossa capa… São concertos e noites que vão ficar para sempre na nossa memória.

Como é que recordam as duas Tours em Inglaterra?
Com um sorriso na cara. Agenda sempre muito preenchida, os concertos sempre a andar, as ales sempre goela abaixo, e mais que tudo, uns amigos para sempre – Alternative Carpark. Foi com esta banda que tocámos sempre. Muito bons, até os trouxemos cá e vamos voltar a trazê-los. Na 2ª touro, tocámos em Londres, num clube muito fixe em Camden num cartaz muito stoner. Foi muito bom. A reacção do público foi sempre excelente e o interesse pela banda cresceu bastante desde aí.

Voltavam a repetir?
Vamos!!!!!! 🙂

O novo álbum está prestes a nascer e a dar os primeiros passos. O que nos podem revelar? Cheios de energia para nos fazer abanar o pescoço como se não houvesse amanhã?
Para vos partir o pescoço!!! hahaha As baterias já estão gravadas e estão poderosas. Chamámos o Chris Commons (ex-produtoir de Pelican e baterista de These Arms Are Snakes) para nos ajudar no som orgânico da bateria. Tá forte. Gravámos 11 músicas. É um disco de Miss Lava mais passivo. Cada música fala por si de uma forma muito intensa. Teremos coisas mais pesadas, outras mais complexas, outras mais rock, outras mais planantes. Estamos muito contentes com o trabalho até agora. O Johnny vai gravar as vozes com o Makoto (Paus, If Lucy Fell e Riding Panico) nos Black Sheep Studio e depois viajamos para Los Angeles onde vamos misturar e masterizar o disco com um produtor que revelaremos em breve. Vai ser uma experiência daquelas!!!!!! A ver se a gente não se perde na Sunset Strip e não ficamos por lá!!!! 😉

Qual a vossa opinião quanto à velha questão de que as bandas nacionais deviam cantar (mais) em português?
Cada um vê a sua arte como quer. Cada um escreve o que quer, cada um canta o que quer. Quem gosta gosta, quem não gosta não gosta. Desde que seja verdadeiro…

Sexo, Drogas e Rock ‘n’ Roll?
🙂 Live Fast, Die Young