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Entrevista com os STORM THE SKY

A Rock N’ Heavy teve a oportunidade de estar à conversa com os Storm The Sky, banda australiana de Metalcore que editou há pouco tempo o seu primeiro álbum, Permanence (já analisado na redacção), sucessor de um EP de grande sucesso, Vigilance. Isto é o que a banda teve a dizer sobre o novo disco e os planos para este ano:

Antes de mais, obrigado pelo tempo que concederam à entrevista! Vamos falar do vosso novo disco, Permanence: em resposta à aclamação que Vigilance teve, quais são as vossas expectativas para este álbum?

Temos alguns objectivos que queríamos cumprir, sobretudo ir a outros continentes actuar, foi algo em que trabalhámos no duro durante muitos anos.

Como foi trabalhar com o Cameron (produtor dos Sleeping With Sirens e Memphis May Fire)?

O Cam é uma lenda! Estávamos intimidados ao início, sabendo o currículo dele, mas depois de o conhecermos isso desapareceu. Trabalhar com ele foi relaxado, era tudo tão fácil e ele é um mágico no que toca à arte vocal.

Acham que por ser um disco pago por vocês, estavam mais livres para soar como queriam?

Isso é uma preocupação definitivamente, quando há rumores constantemente a sobrevoar-nos, mas não nos passou pela mente muitas vezes. Sempre pudemos fazer a música que queríamos e acho que nunca perderemos isso.

Disseram que o conceito do álbum é uma reflexão na existência humana, podem elaborar isso?

Will (guitarrista): Ao escrever o Permanence, eu estava um ponto de viragem na minha vida e sentia-me muito sozinho. Estava a lutar com questões que acho que muitos jovens perguntam a si mesmos: “qual é o objectivo da minha existência e como posso importar se há mais 7 biliões de pessoas na Terra a lutar pelo mesmo?”

Isso está muito expresso nas letras. Enquanto acabávamos o disco na América percebemos que não importamos individualmente, porque não estamos sozinhos, estamos todos ligados a um nível qualquer e estamos juntos nisto. Basicamente eu apercebi-me que há um individualismo e uma ganância que criam uma desconexão no mundo que podemos ver facilmente, quer no facto em que preferimos falar usando tecnologia que em pessoa, ou nos bancos que criam dinheiro que não têm do nada, dão-no às pessoas e resultam na dívida de países com dinheiro que nós próprios criámos. Temos de ultrapassar isso e voltar a ajudar as pessoas e lutar pelo objectivo comum de sobrevivência e paz. Temos de perceber que todas as guerras são guerras civis, que cada pessoa com pouco é um reflexo de alguém que tem demais, só aí podemos atingir a Permanência.

O único caminho em frente é o que envolve espalhar riqueza, amor, felicidade e ajudar as pessoas à nossa volta. “Red Letter” é o cúmulo dessa epifania, desde que comecei a agir assim que estou mais feliz e me sinto mais realizado todos os dias.

Sendo da Austrália, de onde vêm bandas como The Devil Wears Prada ou Amity Affliction, sentem a pressão de os seguir?

A cena australiana é muito única, porque muitas bandas sao amigas, não só os gigantes, mas também os locais, por isso em vez de pressão, sentimos mais encorajamento.

Além disso, numa altura em que o Metalcore parece estar a perder relevância, com muita gente a anunciar a sua morte, como é ser uma banda nova no género?

A música está sempre a evoluir e longe de morrer, se forem a um concerto de uma banda local vão perceber e desfrutar do ambiente. Aí verão que está longe de morrer.

No vosso género, há dois ramos principais, o britânico, comos os Bring Me The Horizon ou os Architects e o americano, como os Norma Jean, que são muito diferentes; identificam-se com algum deles?

Bem, nós também temos os Amity, Parkway, Northlane, In Hearts Wake, etc, por isso acho que iríamos optar pelo som australiano.

Os Storm the Sky ganharam nome com concertos intensos, como vai ser 2015 em termos de tour? Podemos esperar uma visita?

Temos uma digressão nacional com os Chiodos no fim de Janeiro, depois disso é esperar para ver. Portugal está definitivamente na nossa lista.

Finalmente, querem deixar alguma mensagem para os vossos fãs no nosso país?

Obrigado a todos pelo vosso apoio! Mal podemos esperar para um dia visitar um vosso lindo país. Continuem a espalhar a nossa música!