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Switchtense [Setembro 2011]

Quem são e o que move os Switchtense?
Os Switchtense são uma banda de metal, perto de fazer 10 anos de actividade. Ao longo deste tempo, 2 demos, 1 EP, 1 Split Cd, e 2 albuns fazem parte da nossa história. O que nos move é bem simples: paixão por tocar e fazer música. Queremos viver disto…É um objectivo para o qual trabalhamos todos os dias!

O vosso último álbum tem o mesmo nome da banda. Isto tem algum significado especial?
Escolhemos o nome “ Switchtense “ para o álbum porque nos sentimos cada vez mais uma banda. A identidade que temos vindo a desenvolver e toda a cumplicidade entre os 5 elementos que fazem parte dos Switchtense desde 2007 assim o ditou. O 2º album é sempre muito importante na carreira de uma banda!

Como foi o processo de composição e produção de “Switchtense”?
Começámos a compor este disco em meados de 2010, quando ainda estávamos a promover o “Confrontation of Souls “. Fomos fazendo os temas com toda a calma do mundo sempre na perspectiva de fazer o nosso melhor. Como nesta altura já tinha o nosso estúdio feito, foi muito mais fácil para nós conseguirmos trabalhar afincadamente na composição do álbum. Normalmente os temas surgem a partir de um riff de guitarra…vamos atrás do “felling” que esse riff transmite e partimos para a construção do tema adicionando os outros elementos à música. A produção decorreu nos UltraSound Studios Moita, sendo o album gravado pelo nosso guitarrista Pardal, com a ajuda preciosa do Daniel Cardoso que se encarregou da mistura e masterização do mesmo. Demoramos cerca de 5 semanas para gravar o disco. É sempre uma altura especial pois é ali que vemos tomar forma aquilo para que trabalhámos nos meses anteriores. Demos tudo o que tínhamos para fazer um grande disco. Estamos muito satisfeitos com o resultado final. Era mesmo isto que queríamos!

Que influências “beberam” para este álbum?
A nível musical as nossas influências estão bem definidas…gostamos de Thrash e Hardcore. Desde Slayer a Hatebreed, passando pelos Dew-Scented aos Hatesphere….gostamos de temas rápidos, gostamos de groove e de solos corrosivos. As melodias também tiveram uma papel importante neste disco, talvez mais que no anterior, mas penso que não fugimos àquilo que é a nossa génese!

Depois do estrondoso sucesso de “Confrontation Of Souls”, como tem sido a recepção de “Switchtense?”
Até agora, e com o album na rua há 5 meses, estamos muito satisfeitos com o rumo das coisas. A nível de vendas, e estando nós em Portugal e a trabalhar com uma editora independente, a Rastilho Records, podemos dizer que tem corrido bem…Temos sempre muita procura pelos álbuns nos concertos e a rastilho também vende muito através do seu site, para território nacional mas também para fora. A nível de concertos, tem sido fantástico. Não temos parado desde que o album saiu, e já foram várias dezenas de concertos um pouco por todo o País. Estivemos por exemplo a abrir os concertos de Avenged Sevenfold no Campo Pequeno e de Hatebreed em Corroios, e acabamos agora de chegar de 2 datas internacionais: em Antuerpia no De Rots Club, e no Turock Open Air em Essen/Alemanha, onde actuamos para uma plateia de cerca de 2 mil pessoas. Estamos radiantes com estes resultados e com mais força e vontade ainda para conseguir atingir outros objectivos que fazem parte dos nossos horizontes.

No vosso entender, este álbum é a consolidação dos “Switchtense”?
Este album é mais um passo na consolidação daquilo que nos queremos que seja uma carreira séria, honesta e profissional. Não é só este ou aquele album que vai fazer isso, mas sim a nossa capacidade de trabalhar e gerir bem os nossos objectivos, e fazer tudo o que conseguirmos para levar o nosso sonho mais à frente…Mas, que é mais uma prova que estamos firmes e convictos daquilo que queremos e sabemos fazer, isso não temos duvidas nenhumas. Só não vê quem não quer!

De que nos fala o vídeo “Unbreakable”?
O vídeo não tem uma história em concreto! O conceito era uma coisa muito simples: Nós a tocarmos numa sala, e uma edição que fosse dinâmica e fizesse realçar o ritmo e a cadência do tema. Apenas isso! O trabalho foi feito pelo Miguel Miranda, e nós gostamos muito do produto final.

Os Switchtense substituíram os norte-americanos Sevendust na primeira parte dos Avenged Sevenfold. Como foi esta experiência?
Foi uma experiência óptima pois pela primeira vez tivemos a oportunidade de tocar num concerto daquela envergadura. Felizmente correu tudo bem…foi perfeito. Tivemos tempo para fazer os testes de som e preparar o concerto nas melhores condições, coisa que é bastante importante. Depois outro aspecto extremamente positivo foi o facto de termos tocado para uma plateia de 4 mil pessoas onde muitas delas não tem por hábito acompanhar a cena Underground Nacional onde estamos inseridos. Sabíamos que muitas das pessoas que estariam ali nunca sequer tinham ouvido falar do nosso nome, e encarámos isso como uma oportunidade única para chegarmos a mais gente…e assim foi! Obtivemos uma excelente reacção ao concerto e através da nossa página do facebook recebemos largas dezenas de comentários positivos de muita gente que adorou o concerto…O interesse sobre a banda cresceu e notámos isso de imediato. Espero que cada vez mais as bandas nacionais tenham estas oportunidades para mostrar o seu trabalho num grande palco como estes!

Podemos esperar um álbum dos Switchtense para 2012?
Posso já garantir que não! 2012 temos outros planos que passam por mais algumas aparições em concertos lá por fora. Queremos aproveitar ao máximo o lançamento deste album e tudo o que tem acontecido de bom desde que o disco saiu. Temos já um festival confirmado na Alemanha em 2012 e estamos a trabalhar para conseguir confirmar mais algumas datas. O nosso futuro passa por ai….espalhar o nome lá fora o máximo que conseguirmos! 2013 deverá trazer um novo album!!

Qual é a vossa posição em relação a pirataria? Acham que é algo até benéfico para a banda ou nem por isso?
A pirataria nunca pode ser benéfica pois é uma situação ilegal! A mim faz-me confusão o pessoal que saca música até mais não e nem sequer consegue apreciar convenientemente o album em si… parece que o que mais importa é ter o maior numero de files no seu PC. As pessoas têm que se mentalizar que um album é fruto de um trabalho de um vasto numero de pessoas que tentam fazer o seu melhor para que o produto final seja uma mais valia para quem o adquire. O facto de se “piratear” um disco em nada está a ajudar a banda que se gosta ou a editora da qual se aprecia o catálogo.

Que mensagem gostariam de deixar ao vossos fãs e aqueles que poderão vir a sê-los?
Queremos deixar uma palavra de agradecimento a todas as pessoas que nos têm seguido ao longo destes últimos 4 anos, altura em que temos mantido um actividade mais regular e produtiva. Tem sido fantástico conhecer muita gente que se desloca aos concertos mais que uma vez e com as quais mantemos relações de amizade em alguns casos. Vamos continuar a dar o nosso melhor para que cada album e cada concerto seja melhor que o anterior. Quem ainda o vai fazer, pois “ seja bem-vindo quem vier por bem “!