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Wild Tiger Affair [Fevereiro 2012]

De uma pequena vila do distrito de Aveiro, Cucujães, em pouco tempo consegueriam projectar-se de Norte a Sul do país. Já pisaram o palco com grande nomes nacionais como Men Eater e Devil in Me. Lançaram recentemente o seu disco de estreia, “Lost Fathers”, e com ele dão-nos uma injecção de Rock rijo. Preparam-se para o apresnetar dia 24 de Fevereiro na cidade Invicta.

O que move os Wild Tiger Affair?
O amor pela música, a amizade que temos uns pelos outros e a força de todas as pessoas que nos rodeiam e nos apoiam incondicionalmente.

A amizade existente entre vocês é uma aliada para a força e união deste, como já alguém referiu, Rock ‘n’ Roll Tigeriano?
Sim, a amizade que nos une é um factor fundamental. A banda não é por nós encarada como um trabalho ou obrigação. É, antes, uma espécie de terapia que nos cura e nos aproxima cada vez mais. Gostamos mesmo muito do que fazemos e se as pessoas também gostam e se identificam, melhor.

Vocês são de uma pequena vila que pertence ao distrito de Aveiro. Que visão têm a nível artístico do mesmo?
O facto de estarmos num meio mais pequeno joga a nosso favor na medida em que não sofremos influências das tendências musicais que, normalmente, expiram em pouco tempo. A nossa música não se baseia numa fórmula pré-concebida “super catchy” só para agradar o público mas sim naquilo que estamos a sentir no momento em que a estamos a construir. Aveiro, apesar de ser uma cidade universitária, está pouco explorada a nível cultural, em geral, e musical, em particular. Seria possível fazer imensas coisas na cidade, não só a nível musical mas ao nível artístico em geral.

A vossa ascensão foi rápida. Tenho estado atenta ao vosso facebook e parece-me que a aceitação por parte do público foi muito boa. O que pensam relativamente ao empenho nos meios de divulgação musical e a atenção que é dada às bandas, à música, ou se quiserem, à arte em geral, no nosso país?
O facto de termos atingido um patamar de notoriedade que, também pela rapidez, nos surpreendeu é algo que ainda continuamos a digerir e a tentar perceber. Se procurarmos motivos, pode significar que as pessoas gostam do que ouvem, identificam com a música e querem estar, de alguma forma, relacionadas connosco. Quem nos rodeia merece o nosso apreço e gratidão, não por gostarem de nós mas por, em primeira instância, nos terem dado uma oportunidade. Os meios de divulgação musical empenham-se, uns mais que outros, em dar atenção às bandas. Infelizmente, não conseguem dedicar o mesmo nível de atenção a todos os projectos mas essa é uma situação que compreendemos e encaramos com naturalidade.

“Lost Fathers” é o vosso disco de estreia. Porquê apostar primeiramente num longa- duração? Representa aquilo que sempre tiveram em mente para fazer ou ficou alguma aresta por limar?
Não pensamos muito nisso e nunca forçamos nada. Fomos para o Caos Armado Música (estúdio em Santa Maria da Feira) com material para gravar um álbum e foi isso que fizemos: gravamos tudo. Neste momento já estamos a trabalhar em músicas novas e assim que seja oportuno voltaremos a entrar em estúdio, mas nunca estipulamos um prazo para o fazer. Felizmente, gravamos quando nos apetece porque o Daniel Valente, além de ser um excelente produtor, é nosso amigo e estamos à vontade para o fazer.

Como é que surgiu a ligação com as duas companhias discográficas a que estão aliados?
A Raging Planet e a Raising Legends são representadas por duas pessoas que têm toda a nossa estima. Tanto o Daniel Makosch (Raging Planet) como o André Matos (Raising Legends) acreditaram em nós, no nosso empenho, na nossa vontade e, acima de tudo, no nosso trabalho e deram-nos esta oportunidade. Têm-nos ajudado muito e nós estamos muito gratos por isso! Agora também nos juntamos à Centro Cultural, que assume o nosso agenciamento, e temos a certeza que temos os ingredientes necessários para fazermos coisas muitos melhores.

Gosto do artwork do álbum. Quem foi o responsável?
O artwork foi feito pelo João Isidro, vocalista e guitarrista da banda. Podem ver o trabalho dele em http://www.behance.net/notveryniceguyjohn

Lembro-me de dizerem que a “Death Calculator”, última faixa do álbum, ia ser merecedora de um videoclip. Está para breve?
Todas as músicas do álbum são merecedoras de videoclip. Todas têm a sua história e nós adorávamos vê-las todas em vídeo. A “Death Calculator” vai ter vídeo de certeza absoluta e será em breve, sim.

Para quem está agora a iniciar-se no mundo da música ou tem desejo de, que mensagem e/ ou conselho(s) gostariam de deixar?
Sejam vocês próprios, autênticos e originais. Não queiram ser “aquela banda” que ouviram e da qual adoravam fazer parte. Essa banda já existe. Façam a vossa música, as influências acabam sempre por aparecer e não é necessariamente “uma cópia da cópia da cópia”. Mantenham-se fiéis e sejam sinceros uns com os outros. Apoiem-se mutuamente e nunca desistam daquilo em que acreditam.

Vão apresentar o vosso álbum de estreia no Maus Hábitos, no Porto, dia 24 de Fevereiro. O que podemos esperar desse concerto?
Vamos estar rodeados de amigos e de pessoas que nos apoiam e isso é o mais importante. Também por isso, esperem uma grande festa.