Relembrando Scott Weiland

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Há mais ou menos uma semana a tristeza atingiu mais uma vez o mundo da música, embora poucos tivessem ficado chocados pela morte por aparente overdose de Scott Weiland, ex-líder dos Stone Temple PilotsVelvet Revolver.

Com um novo álbum no bolso e uma das personalidades mais carismáticas dos anos 90, reforçada por uma voz a condizer, que foi perdida cedo de mais e com ela levou a derradeira imagem da estrela de rock auto-destrutiva, que hoje já cai em desuso. Nós, na Rock N’ Heavy, em jeito de homenagem, decidimos contar os seus 10 melhores momentos na prolífica carreira:

10. Stone Temple Pilots – Creep

Vinda da sua controversa estreia Core, de 1992, “Creep” levantou críticas por supostamente tomar demasiada inspiração nas baladas dos Pearl Jam, com quem a banda foi injustamente comparada no início da carreira, mas a imagem de marca já estava bem patente, sobretudo nesta actuação assombrosa no concerto acústico no auge do Grunge.

9. Velvet Revolver – Spectacle

Criados das cinzas dos Stone Temple Pilots e dos Guns N’ Roses, os Velvet Revolver sempre foram mal-amados pelos fãs de ambas e acusados de serem apenas um supergrupo com intuitos puramente financeiros, algo que Weiland admitiu posteriormente, mas o que é certo é que deixaram algumas pérolas de Hard Rock furioso e com alma para trás, como é este exemplo.

8. Scott Weiland – Mockingbird Girl

Poucos conhecem a sua faceta a solo, mas Scott Weiland editou entre lançamentos da sua banda de sempre o álbum 12 Bar Blues que permanece um tesouro de culto e onde milita esta “Mockingbird Girl”, que tem a sua ‘impressão digital’ enquanto explora novas direcções psicadélicas e de tom industrial, num clássico ilustremente desconhecido.

7. Stone Temple Pilots – Unglued

Purple, o segundo álbum da banda, de 1994, já no declínio do Grunge, serviu como afirmação para os Stone Temple Pilots, que saíram da ‘sombra’ dos Pearl Jam para desenvolverem uma identidade muito mais próxima do Glam dos anos 70 e 80 (muito Aerosmith se ouve por aqui), mas sem perder o peso e a pujança, como se pode ver nesta rija ‘Unglued’.

6. Stone Temple Pilots – Adhesive

Lançado em 1996, Tiny Music… recebeu uma aclamação igual ou superior a Purple por se ter distanciado em definitivo do Grunge, mantendo a identidade da banda à medida que se deixava afundar em temáticas mais negras, movidas pelo crescente consumo de drogas por Weiland, como nesta etérea crítica à indústria musical disfarçada de metáfora sombria.

5. Stone Temple Pilots – Plush

A música que trouxe ao mundo os Stone Temple Pilots, “Plush” era assumidamente Grunge numa era em que o género explodia e, embora realmente o timbre grave de Weiland traga Eddie Vedder à memória, é uma faixa com personalidade própria e uma temática lírica profunda e macabra como viríamos a conhecer bem.

4. Velvet Revolver – You Got No Right

De Contraband, álbum de estreia da superbanda de Weiland, “You Got No Right” é tudo o que uma power ballad deve ser: inicialmente suave, emocional, mas ainda assim capaz de arrebatar com o seu crescendo em intensidade.

3. Stone Temple Pilots – Trippin’ On a Hole In a Paper Heart

De Tiny Music…, esta música tornou-se uma das mais queridas pelos fãs graças ao seu refrão orelhudo e solo de guitarra despreocupado e mostrou que os irmãos DeLeo com a ajuda de Weiland a fabricar letras inesquecíveis são incapazes de escrever uma má canção.

2. Velvet Revolver – Psycho Killer

Originalmente dos Talking Heads, uma música que ajudou a definir o movimento do Indie Rock e dos cultos musicais foi aqui re-definida como uma canção badass nas mãos de Slash e Duff McKagan e uma prestação vocal absolutamente memorável de Scott Weiland.

1. Stone Temple Pilots – Still Remains

Impossível os ecos de Grunge nesta faixa de letra abstracta e retoques sombrios, mas mostrando uma banda que transcendeu em muito o género que os viu nascer, criando um hino que, sem ser single, ainda é das músicas mais entoadas pelos fãs.