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Alcoolémia – Palma da Mão

Os Alcoolémia já não são novatos nestas andanças; formados em 1992, já contam com 5 álbuns de originais e uma reputação respeitável no meio underground nacional, onde a sua sonoridade com traços de grandes clássicos portugueses como Xutos e Pontapés ou UHF tem dado que falar.

Palma da Mão, quinto álbum de estúdio, ocorre após uma renovação do line-up do grupo e mostra um desejo também de expandir a sonoridade da banda, mantendo a identidade da mesma no processo; não se enganem, continua a haver muita rockalhada “à Rolling Stones” feito de riffs poderosos e solos climáticos, mas existem também indícios de Pop, Rock Alternativo ou até Grunge na mistura.

Neste cd, não se houve propriamente nada de novo e tudo já foi feito antes, quer por bandas nacionais (a medíocre “Grandes Feitos” fica entre a encarnação activista dos Xutos e as milhentas bandas de Skater Punk que andam por aí), quer por grandes nomes do Rock mundial (“Forasteiro Gaibéu” é dos melhores momentos do disco e parece um cruzamento de Lynyrd Skynyrd com Pearl Jam recentes).

Os momentos mais bem conseguidos acabam por ser aqueles que não escapam muito à fórmula vencedora do Rock pesado, como a ode ao próprio estilo em “Alma Rock”, ancorada num riff de peso e numa letra imemorável (como, de resto, todo o cd), se bem que também existem momentos de puro Rock que são apenas banais, como a inicial “Mil Uns de Abril” ou a alegre “Leva-me Onde Quiseres”.

Claro que também não poderiam faltar as baladas e, enquanto a faixa-título é insuportável pelo registo demasiado Pop, existe a sincera “Derrotas da Paixão”, com violinos que nos conquistam e a pseudo-balada final “P.A.I.”, que encerra da melhor forma um disco que poderia ter sido muito melhor do que é.

Desta forma, a tentativa dos Alcoolémia de inovarem não corre da melhor forma, com um cd em que tudo já se ouviu e já foi feito de melhor forma, mas que, apesar disso, ainda tem algumas faixas que não deixam de ser bem conseguidas, sempre no espírito do Rock inconsequente.