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Angelus Apatrida [Junho 2014]

Os Angelus Apatrida são considerados uma das mais promissoras bandas espanholas. A banda de Albacete, que assina pela Century Media, tem em The Call um trabalho que os catapultou para o panteão das bandas que pugnam no seio da nova geração do thrash.

Depois de uma tour europeia, em 2013, ao lado dos Havok e Savage Messiah e da digressão será com prazer que a hoste lusa os acolherá no segundo dia (09) do Vagos Open Air.

Mas antes disso estivemos à conversa com o frontman Guillermo Izquierdo que nos falou, entre outras novidades, acerca dos planos da banda para a passagem pelo Vagos, no próximo dia 09 de agosto.

Primeiro, quero agradecer, em nome de toda a equipa Rock n’Heavy, a vossa disponibilidade para esta entrevista.
Guillermo: Nós é que vos agradecemos o convite!

Este Verão vão estar em terras de Portugal, no Vagos Open Air. Conheciam o festival, ou este é uma novidade para vocês?
Guillermo: Sim, eu tinha ouvido falar do festival. Sempre teve um cartaz muito bom, na minha opinião. Para nós é uma honra fazer parte disso este ano. Estamos ansiosos para actuar no Vagos!

Já não é a primeira vez que vêm incendiar os palcos nacionais. Aliás, a vossa presença tem sido quase uma constante desde a formação da banda. Como tem sido a aceitação do publico Lusitano?
Guillermo: A verdade é que nós começamos a tocar em Portugal a partir de nosso segundo álbum “Give ‘Em War” em janeiro de 2008 no Hard Metal Fest Mangualde. Desde então, a verdade é que nós amamos Portugal e o seu público. Podemos dizer que temos uma grande quantidade de fãs lusitanos e a prova disso é a quantidade de datas em que tocamos ai e a quantidade de pessoas que vão aos nossos concertos. Nós temos uma relação especial com Portugal, ainda mais que os nossos últimos álbuns foram gravados com o Daniel Cardoso. Nós gostamos de Portugal e seu do povo!

O que esperam fazer no Vagos Open Air? Vão abrandar o ritmo ou as outras bandas não vão ter ninguém para assistir aos seus concertos devido ao cansaço do publico após a vossa prestação?
Guillermo: Jamais abrandar o ritmo! Queremos os membros da banda seguinte borrados de medo depois do nosso concerto! (risos) É claro que vamos dar o nosso melhor para deixar todos os fãs, mas com certeza que eles vão ter forças suficientes para continuar a usufruir das grandes bandas que actuarem a seguir!

O mês de Agosto parece estar a ficar bem preenchido. Concertos em Espanha, França, Portugal. Vão continuar a desbravar terreno no resto da Europa, como nos outros anos?
Guillermo: Sim, este ano, no verão vão ser só concertos exclusivos na Europa Ocidental, embora nos melhores festivais de cada país! Aproveitamos sempre as oportunidades que nos são dadas. Teríamos adorado ir para lá da fronteira Francesa, mas certamente no próximo ano podemos ir toda a Europa.

Espero que o David já se tenha recuperado do seu acidente de moto. Como é que ele está?
Guillermo: Sim, o David sofreu um acidente de moto com a namorada e felizmente agora está bem. O seu joelho direito estava um pouco f****o, mas tudo correu bem durante a cirurgia e agora é descansar recuperar o mais rápido possível. É uma porcaria ele que não pode estar conosco para o nosso concerto no Hellfest, mas ele precisa descansar e curar aquele joelho a 100%, para em breve estar de volta ao palco!

Ele pode aproveitar este repouso forçado para ir escrevendo novo material. Já têm novo trabalho na calha, ou ainda é muito cedo?
Guillermo: Ele está sempre a tocar guitarra! Nem mesmo uma lesão pode fazê-lo parar de tocar. Neste momento estamos a trabalhar a produção e mixagem do nosso próximo álbum, que foi gravado entre Março e Abril na Moita, com o Daniel Cardoso. Mas conhecendo a criatura, ele deve estar de certeza a criar riffs e mais riffs!

O nome da banda, Angelus Apátrida, pode ser traduzido para “anjo sem pátria”? É nesse registo de revolta politica e social que as vossas letras são inspiradas?
Guillermo: Sim, é a tradução literal. Podemos dizer que sim, é um pouco do que temos sido… Sempre nos identificamos como apátridas, sem reconhecer fronteiras ou bandeiras. A nossa pátria é onde existem pessoas que nos amam.

O vosso ultimo trabalho, “The Call”, recebeu elogios muito bons por parte tanto dos fãs como dos críticos. Dá medo colocar outro álbum no mercado depois desse monstro?
Guillermo: Não, tenho medo algum. Na verdade, posso dizer-te que estamos a ouvir o primeiro mix do novo álbum e está pesado de c*****o. The Call é um álbum fantástico, mas definitivamente o nosso próximo álbum, ainda que na sua fase inicial de produção, é para nós muito melhor.

Por falar em mercado, estão com a Century Media desde “Clockwork”. Achas que isso vos ajudou também a dar a conhecer ainda mais o trabalho por vocês realizado? Estão satisfeitos com a parceria?
Guillermo: Claro, nós seríamos tolos se não estivéssemos felizes por trabalhar com, talvez, o melhor produtor do mundo. Claramente, desde que começamos a trabalhar com eles e a popularidade do grupo cresceu com muito profissionalismo, temos uma relação muito boa e espero que continue por muitos anos.

O que achas do “Croud Funding”? Hoje em dia, cada vez mais bandas recorrem a essa estratégia de marketing para conseguir o capital que necessitam para gravar os álbuns.
Guillermo: É uma técnica muito boa, especialmente para as bandas que não têm os meios ou recursos para financiar os seus projetos. É um pouco como tudo o que fizemos antes de ter uma editora, arranjávamos o dinheiro de onde conseguíamos… do salário, dos amigos, da família, etc.

Fechem os olhos e imaginem o que estarão a fazer daqui a 10 anos. O que vêem? Para além de uma cerveja na mão, claro…
Guillermo: A cerveja sempre presente! Bem, só espero que estejamos vivos! (risos) Ser como somos agora, estarmos juntos, unidos, com trabalho, na estrada e na gravação de álbuns com o mesmo entusiasmo de sempre, ou mais. Não quero pedir outra coisa.

Digam lá umas palavras ao pessoal que vai estar à vossa espera no Vagos Open Air.
Guillermo: Nós estamos ansiosos chegar ao Vagos Open Air e dar um concerto filho da p**a! Esperamos por todos vocês!

Abraços e tudo de bom. Melhoras para o David!
Guillermo: Muito obrigado da parte de todos nós, cheers!