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Atomic Vulture [Abril 2014]

Nascidos em 2011, na Bélgica, os Atomic Vulture tratam o stoner instrumental/space rock por tu. Em 2012, gravaram o seu primeiro EP (demo 2012) e têm crescido desde então.

“Planet Emerald” é o mais recente trabalho, lançado em Janeiro do ano passado. A Rock n’ Heavy falou com o trio (Jelle Galle – baixo; Pascal David – guitarra; Jens Van Hollebeke – bateria) para descobrir mais sobre eles.

O que move os Atomic Vulture?
Pascal: Eu penso que nós os três somos movidos pela paixão de compor e tocar música que adoramos e poder partilhá-la com pessoas que sentem o mesmo.

Porquê o “abutre” como a vossa imagem enquanto banda? Para além deste, o que é que também vos define?
Jelle: A parte do “atómico” é uma referência ao lado psicadélico/espacial da banda. O “abutre” representa a influência do “sujo”.
Pascal: Para mim, não há grande filosofia por trás do nome. Eu arranjei alguns potenciais nomes para bandas. Atomic Vulture foi um deles e o Jelle e o Jens concordaram logo.
Jens: Atomic Vulture acaba por conseguir resumir exactamente aquilo que fazemos e o que somos. E também cria possibilidades a nível gráfico (posters, flyers, capa de cd) dado que o abutre se tornou a nossa marca.

“Planet Emerald” foi lançado em Janeiro do ano passado. Tem linhas poderosas. Podem falar-nos do conceito por trás?
Pascal: Para ser sincero, não há grande conceito por trás. Nós ganhamos um concurso de bandas no Verão de 2012 e o prémio foi poder gravar em estúdio durante dois dias. Nessa altura, nós tínhamos acabado de lançar o nosso primeiro EP (demo 2012). Por isso, ainda não tínhamos material novo gravado. Nós adiamos a sessão de estúdio por uns meses e até lá compusemos aquilo que viria a ser “Planet Emerald”.
Jens: “Emerald” é uma das nossas músicas e ligando-a à capa feita pelo Rinus, é como se em vez da águia, no nosso caso, o “abutre” tivesses aterrado no planeta.

O artwork feito pelo Rinus está muito fixe. Qual foi o vosso primeiro pensamento quando o viram?
Jelle: Nós demos-lhe total liberdade para o fazer. Ele é um tatuador com imenso talento, e com quem toquei numa banda chamada “God’s Unwanted”.

Este lançamento foi seguido por uma série de concertos pelo Reino Unido, França, Holanda e Bélgica, incluindo outras bandas. Como é que foi a tour? E como é que foi trabalhar com a Humid Records?
Jelle: Ganhamos muita experiência com a tour. Foi a primeira vez que tocamos lá fora.
Pascal: A Humid Records foi um grande apoio para nós. Foram eles que distribuíram o nosso primeiro EP nas diversas plataformas, como o iTunes. Infelizmente, eles acabaram pouco tempo depois de termos trabalhado com eles.

Vocês tiveram a oportunidade de partilhar o palco com muitas bandas. Gostariam de destacar alguma(s)?
Jelle: Ortega (NL), Cherry Choke (UK), Spiders (SE). E também temos um concerto em breve com os Swamp Machine (NL).
Pascal: Tivemos bons concertos com os Swedenborg Raum (DE) e tenho excelentes memórias dos concertos que demos com os Labirinto (BR) e os Celestial Wolves (BE), ambos post-rock.
Jens: The Black Explosions (SE), Zoe (FR), Troy Torino (NL) e tantas outras…

Como é que está a vossa cidade, artisticamente falando?
Pascal: Nós somos de cidades diferentes. Eu vivo em Ghent, que tem muita coisas a acontecer, mas não estou muito ligado a isso.
Jens: Eu sou de perto de Bruges e lá tu tens a cena do stoner, com os Cowboys & Aliens, por exemplo. Existe a Stonerobixxx, cujo objectivo é promover o stoner e outra música via online.

Falando em stoner… Como é que vêem todo este movimento que tem sido criado à volta do mesmo? Acho que hoje em dia há mais pessoas a gostarem de stoner. Concordam?
Jelle: Sim, as bandas de stoner têm tido muito mais atenção do que antes, acho que é algo que tinha de acontecer. Com as redes sociais, é muito mais fácil descobrir bandas dentro do underground, bandas que não irias ouvir na rádio.
Pascal: Eu estou ligado ao stoner desde o início, nos anos 90. Concordo completamente com o que disseste. Nos últimos 5 anos, tem emergido todo esse movimento, com muito mais bandas de stoner, blogs, grupos no facebook… mais do que poderia imaginar. Tenho de concordar com o Jelle, que as redes sociais têm ajudo imenso a espalhar a palavra. Com a publicidade ao DIY, e outras plataformas como o bandcamp e o soundcloud, tem sido muito mais fácil de partilhares a tua música e descobrir outras bandas. Por outro lado, tenho a impressão de que está a começar a ser mais difícil de arranjar concertos e que as pessoas já não vão a tantos concertos como antes.

Reparei que têm outros projectos em paralelo. Querem falar sobre isso?
Jelle: Na verdade, nós temos sempre alguma coisa em paralelo, mas nada sério, só para nos divertirmos.

Uma das coisas que gostei foi do vosso som cru, não é “limpo”, e isso dá alguma coisa à música. Estava a ler no vosso bandcamp que a última faixa foi “quickly recorded. É algo a que prestam atenção, o som não “limpo” ou simplesmente sai assim?
Jelle: De facto, nós temos um som “sujo” e distorcido. Na maioria das vezes, há distorção no baixo para “dar volume” ao tom e temos experimentado muitos efeitos ao longo dos anos.
Pascal: A nota do “quickly recorded” teve a ver com as circunstâncias em que a gravamos. Estavam numa sessão de estúdio e tínhamos de gravar à primeira, nem ouvimos o resultado. À parte disso, definitivamente, temos um som cru e “sujo”, porque esse é o som de que gostamos.
Jens: Tentamos soar o mais cru possível! Tu tens de conseguir reconhecer cada instrumento em separado, mas tens de acabar com um resultado barulhento.

E por último… Quais são os planos para o futuro? Estão a preparar material novo?
Jelle: Adorávamos gravar o nosso primeiro álbum este ano. Irá ter algumas das músicas dos nossos EP’s e algumas músicas novas. Também estamos a planear uma tour pela Alemanha, em Outubro.
Jens: O objectivo final é, claro, termos alguém associado a nós, ou algum tipo de marca, para que, assim, possamos focar-nos na nossa música a 100%.

Desta forma, chamamos a atenção de todos aqueles que têm ideias ou ligações: se gostarem do que fazemos, não hesitem contactar-nos:

http://atomicvulture.bandcamp.com
http://www.facebook.com/atomicvulture