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Atomic Vulture – Into Orbit

Nascidos na Bélgica, os Atomic Vulture são donos de um stoner poderoso, capaz de vos fazer viajar até às raízes do género.

As paisagens belgas, carregadas de distorção, chegaram até nós e com elas, “Into The Orbit”, o primeiro trabalho de longa duração deste trio.

Com dois EP’s na bagagem, “Demo 2012” (2012) e “Planet Emerald” (2013), “Into The Orbit” é a afirmação de que os Atomic Vulture estão aqui para ficar. Eles ‘ficam’, e nós ‘vamos’, entre “órbitas”, tal como eles nos proporcionam.
“Rocket Ride” abre de imediato o apetite e, para quem já conhece o trio, facilmente perceberá a sua evolução sonora. Um som coeso, que nos abraça e nos guia até a um espaço desconhecido.

Seguem-se “Winter Blues” e “Tequila”, que, inquietantes, dão um sentido de “crescente” à explosão de energia que resulta da bateria de Jens Van Hollebeke, do baixo de Jelle Galle e da guitarra de Pascal David.

“Moon Base” surpreende-nos com uma intro que começa por dar as mãos a um ambiente mais atmosférico, retomando, a partir do minuto 1:30, o ritmo galopante presente desde o primeiro segundo da primeira música deste disco.
“Tunnel Vision” e “Missing Link” apresentam-se carregadas de distorções, um pouco mais lentas que as anteriores, o que resulta num som cru que desperta a mente.

Por último, “Spiders” e “Mos Eisley Spaceport” fazem-nos marchar rumo a um movimento de corpo e membros, com uma maior envolvência na última faixa, terminando, assim, a viagem pelo universo do stoner com uma acrescida vontade de a repetir.

Ora, de “órbita”, este álbum dos Atomic Vulture tem tudo. Assim como o animal que os representa (o abutre), o trio faz transparecer a sua força e dimensão de uma forma que só pode agradar aos amantes de música.

Análise de Cristina Costa