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Billy Corgan admite ter considerado o suicídio nos anos 90

Billy Corgan, vocalista dos Smashing Pumpkinsadmitiu que o sucesso dos Nirvana e Pearl Jam no início dos anos 90 teve um forte impacto emocional sobre ele, ao ponto de considerar o suicídio.

Recentemente entrevistado no “Why Not Now?”, o frontman dos Smashing Pumpkins falou sobre a sua depressão nos anos 90: “Em 1991, os Smashing Pumpkins tinham lançado o “Gish”, álbum de estreia, o qual foi muito bem-sucedido na altura (vendeu mais de 1 milhão de cópias), mas quando estávamos a promover o nosso álbum, os Nirvana lançaram o “Nevermind”, e como toda a gente sabe, foi um álbum grandioso. Nessa mesma altura, os Pearl Jam também apareceram e foi igualmente grandioso.”

“Então, num curto espaço de tempo, o meu pensamento mudou do “sou bem-sucedido no campo que escolhi” para “as regras mudaram neste campo”. Tudo o que eu tinha construído para ser e fazer já não era tão necessário e relevante. Entrei numa depressão muito estranha porque senti que nada me tinha sido tirado, mas a mudança fez-me sentir “inadequado”, de uma forma que não estava preparado. Passei por uma depressão longa, em que não conseguia escrever músicas e foi realmente uma luta conseguir ultrapassar isso. Estive à beira de uma depressão suicida, onde lutava mesmo com as minhas emoções. Eu acordava e pensava, ou vou atirar-me da janela, ou vou mudar a minha vida”.

“Eu sei que isto soa muito dramático, mas é literalmente o que aconteceu. Eu cheguei ao ponto de dar as minhas coisas e planear o meu próprio discurso de “despedida”; estava completamente absorvido em mim próprio. Acordei uma manhã, olhei para a janela e pensei: “Ok, se não vais saltar, é melhor fazeres aquilo que é preciso”. E acho que foi nessa manhã que escrevi a música “Today”, com a qual as pessoas devem estar familiarizadas. É uma espécie de observação irónica sobre o suicídio, mas essencialmente o pensamento por trás da letra é que todos os dias podem ser o melhor dia, se deixarmos que o seja.

“Há muito da vida que tem a ver com percepção; tu podes ter o domínio de várias coisas, a tua carreira, o dinheiro, até poder sobre a tua família, mas às vezes percebemos que se a nossa mente não estiver certa, nenhuma destas coisas importa.”

“Por isso, a questão é: a percepção pode realmente ser um guia na forma como encaramos a realidade, e por sua vez, a forma como sucedes na vida, porque sem a perspectiva adequada, o sucesso só se torna em algo que te vai consumir.”