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Brothers In Arms Tour [Hard Club, Porto]

Depois de ter passado por Vigo, foi a vez do Porto receber a terceira edição da Brothers In Arms Tour. A digressão organizada por Devil In Me contou este ano com 4 datas, em que 3 delas aconteceram em território nacional.


Com o atraso da praxe, a noite começou a aquecer com os portugueses The Year. A banda constituída pelos ex-My Cubic Emotion apresentou uma surpresa na sua formação, já que o baixo esteve a cargo de Ana Monteiro (guitarrista dos recentemente extintos Birds).
Os pontos altos da prestação do conjunto português deram-se aquando de Prostitune que arrancou os primeiros moshs da noite. Para fechar com chave de ouro a sua actuação, convidaram ainda Claudio Aníbal (Ash Is a Robot) para subir a palco e partilhar a voz na já conhecida Suck My Teeth.

Com uma casa já bem composta foi a vez de subirem ao palco Lock And Key. A formação de Birmingham, nova nestas andanças, aparecia no Hard Club para a sua primeira tour. Muito ao jeito do hardcore moderno, fazendo lembrar por vezes os canadianos Obey The Brave, revelaram força na sua sonoridade em temas muitas das vezes pesados e com Richie (vocalista) a puxar sempre pelo público. O alinhamento foi constituído por 5 temas, sendo que os que mais entusiasmaram a audiência foram No Acceptence e So Alone que gerou alguns sing alongs, para admiração dos ingleses.

Foi com grande expectativa que o público aguardava a primeira aparição de Deez Nuts na cidade Invicta. Foram sem dúvida o nome mais sonante que os Devil In Me conseguiram trazer à Brothers In Arms. Com o recente álbum Bout It na bagagem, seria de esperar um concerto em torno desse registo.
Visivelmente cansados, os australianos/americanos conhecidos pela boa disposição bem se esforçaram para uma boa actuação. Iniciaram com alguns problemas de sons que quase tiraram do sério o guitarrista Real Bad.

Shot After Shot abriu as hostes e levou à ebulição do público jovem e de muitas caras novas presentes na fila da frente da sala 2 do Hard Club.

Entre palavras de apreço pelo público e pela cidade, JJ Peters (vocalista) declarava a sua falta de voz e pedia para isso ajuda nos sing alongs dos temas que estariam para vir. O seguinte tema DTD remontou ao álbum de 2010 This One’s for You.

Com muitos agradecimentos aos “amigos” Devil In Me, a banda animou ainda mais a noite com a música Stay True, o que gerou uma chuva de stages dives.  Também deste álbum saíram Your Mother Should’ve Swallowed You Tonight We’re Gonna Party Like There’s No Tomorrow, que levou ao caos total e até mesmo ao rebentamento do fio do micro de JJ.

Sempre com o seu espírito próprio de “party animals”, Deez Nuts terminaram a sua prestação com a mais recente Band of Brothers, faixa que conta com a participação de Sam Carter (Architects) e que teve a colaboração de Poli (Devil In Me) nas vozes limpas.

Foi ao som de Bob Marley que os Devil In Me entraram em palco e permitiram que o público que até então se encontrava mais deslocado atrás na sala se encaminhasse para a frente, construíndo uma moldura humana digna de um show de hardcore.

Os primeiros sing alongs deram-se em conjunto com os breakdowns logo no segundo tema do alinhamento: Brothers In Arms. Nesta altura deu para perceber que seria uma noite memorável tanto para o colectivo lisboeta como para o público que assistia.

O terceiro tema foi um dos favoritos do público que delirou com a força de On My Own, uma composição bastante orelhuda que levou a uma maior agitação na sala.

De forma a promover o novo álbum que está para sair em breve e de seu nome Soul Rebel, saiu a fresquinha Knowledge Is Power que recentemente foi lançada ao público através de videoclip.

A música seguinte teve direito a tudo, inclusivamente a uma circle pit iniciada pelo guitarrista da banda. Estamos a falar de Live Fast Die Young. Escusado será dizer que o público correspondeu da melhor maneira e se gerou mais um momento de festa.

Os ânimos agitaram-se novamente com a velhinha faixa Only God Can Judge Me, sendo esta um clássico e das preferidas da plateia que soube ajudar Poli da melhor maneira a entoar a letra a alta voz.

Como seria de esperar, a noite só poderia terminar em apoteose com The End, o que levou a uma série de agradecimentos por parte de todos os elementos da banda que estavam extasiados com tamanha recepção na cidade invicta.

Quer se goste ou não, e se dúvidas haviam, Devil In Me consagraram-se nesta noite como a maior banda de hardcore em Portugal numHard Club que não via a sua sala 2 assim tão preenchida há muito tempo!

Fotografia: Nuno Fangueiro | Texto: Álvaro Nogueira
Agradecimentos
Devil In Me | Hard Club