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Bush – Man on the Run

Bush foi considerada uma das bandas com maior sucesso durante os anos 90, chegando a vender a impressionante cifra de 10 milhões de cópias, só nos Estados Unidos. Não obstante, em 2002 resolveram separar-se depois de uma década de êxitos.

Bush voltam agora à carga com o seu segundo álbum depois de terem estado separados durante um período de quase 10 anos. A primeira tentativa de retorno ao mundo da música foi bem sucedida já que o single “The Sound of Winter” chegou ao número 1 nos Estados Unidos. Portanto, a banda decidiu que depois de tocar dezenas de concertos em todo, gravar um novo trabalho fazia todo o sentido.

O álbum abre com “Just Like My Other Sins”, uma música que nos faz pensar se queremos continuar a ouvir este trabalho ou não. A escolha do tema inicial não foi a melhor, seja pela letra (‘You need your mind, you don’t need a gun, there’s no Miss America, when you’re on the run’), ou pela canção em si.

Mudamos rapidamente para a segunda música, com esperanças de que o CD melhore consideravelmente. A impressão melhora um pouco enquanto ouvimos “Man on the run”, mas a utilização de certos elementos electrónicos desnecessários durante os versos distraem o ouvinte.

“The Only Way Out” é o primeiro single do álbum e provavelmente a música mais “comercial”. A melodia de Gavin Rossdale entra no ouvido, mas não é nada que não se tenha ouvido nos últimos 30 anos de música pop. Apesar disso, é dos momentos altos do CD.

“The Gift” e “The House is on fire” são as que se seguem nesta análise. Rock sólido mas genérico, continuam na mesma linha das anteriores. Com “Loneliness is a killer” volta a electrónica, mas o rock genérico continua. Porém, o nível desce ligeiramente em relação às que analisamos antes.

Mas parece que volta a subir com “Bodies in Motion”. Mais dinâmica, mais poderosa que as anteriores, com riffs muito interessantes e uma boa interpretação vocal por parte de Rossdale, seria outro dos momentos mais memoráveis do CD.

E parece que finalmente conseguimos encontrar duas seguidas que valem a pena ouvir “Broken in Paradise” é a outra música “pop” do álbum, mas o ambiente que geram os vocais tranquilas e Chris Traynor com os seus arranjos dão a este álbum outro momento alto. Destaque também para o solo de guitarra.

Bush também conseguem ser épicos, e “Surrender” é a prova disso. Esta segunda parte de “Man on the run” é muito melhor que a primeira e parece que cada música que vamos ouvindo é melhor que a anterior. Talvez tivesse sido melhor ideia colocar estas músicas antes, porque potenciais ouvintex podem decidir não continuar a ouvir o disco, depois de dar uma olhada às 3 ou 4 primeiras canções do CD.
Com “Dangerous Love” volta o rock genérico, mas volta a desaparecer rapidamente com “Eye of the storm”. Mais uma balada épica e perfeita para acabar o disco. Podemos realçar as melhores melodias do álbum, riffs de qualidade e um excelente trabalho de Robin Goodridge na bateria.

Poderíamos classificar esta entrega dos britânicos como sólida, mas pouco memorável. Tem altos e baixos, mas a qualidade dos melhores momentos não chega para compensar certos pontos não tão bons. Note-se que com isto não pretendemos dizer que seja um mau trabalho. Mas Bush foi uma grande banda no seu apogeu e esperávamos mais do quarteto.

Em relação ao som, nada a apontar exceto a exagerada utilização de efeitos electrónicos que são completamente desnecessárias e chegam a, como mencionado anteriormente, distrair o ouvinte. Também é importante destacar que este trabalho foi gravado no estúdio de Dave Grohl (Foo Fighters).

Análise de David Westerman