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Devils Paradise – Sold Out In Hell

Os brasileiros Devils Paradise têm em Sold Out In Hell o seu EP de estreia, apresentando um total de 6 faixas que permitem ter uma noção da sonoridade e identidade do conjunto, que é competente sem inovar de todo.

Para quem conhece bandas como Velvet RevolverHeaven’s Basement ou a fase mais recente dos Seether, o som desta banda não será uma surpresa: é rock musculado, furioso e sem riscos, formulaico q.b. e com refrões maiores que a vida, debitando letras inconsequentes apoiadas em melodias vibrantes e até dançáveis.

Por esta altura, a questão na mente de todo será: com essa descrição, os Devils Paradise são diferentes o suficiente dos seus pares para merecer atenção? A resposta é sim (em parte), pois mesmo usando uma fórmula familiar e convencional, há novidade suficiente nos riffs bem engendrados e solos de guitarra (as 6 cordas são mesmo o ponto alto do EP) emotivos para nos manter atentos durante as faixas, mesmo quando estas se alongam demasiado (6 músicas que completam à volta de meia hora).

Os melhores momentos de Sold Out in Hell são mesmo quando a guitarra está em maior destaque, como na endiabrada “Sleeping With the Enemy” que traz Slash à memória (é impossível negar que o guitarrista icónico não será uma influência) ou na final “Far From Home”, de ritmo acelerado e refrão açucarado que fecha o EP em grande estilo.

No entanto, o maior defeito que se pode apontar aos Devils Paradise é que não sabem medir a duração ideal para as suas músicas, acabando por perder boas ideias em faixas que se alongam demasiado e se tornam repetitivas, como se pode ver no potencial desperdiçado na inicial “Disappear” e na power ballad “Fucking Insane”, sendo que no mesmo registo a poderosa “Level Me” e a sua guitarra omnipresente é bem mais conseguida.

Desta forma, os Devils Paradise não apresentam nenhum som inovador, seguindo o registo Hard Rock que se mantém intocável há décadas, mas apresentam expressividade suficiente nas guitarradas para se tornarem numa potência a ter em consideração, se souberem dosear as músicas para tempos mais aceitáveis de Rock veloz e inconsequente.