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Devin Townsend Project – Z2

Escrever uma crítica de qualquer trabalho de Devin Townsend é sempre um desafio. Mas neste caso o desafio é ainda maior, porque desta vez, Z2 ofrece aos fãs uma dose dupla de metal experimental do génio canadiano. Mesmo contando com uma discografia de mais de 20 trabalhos, Townsend parece não abrandar o ritmo de lançamento de novos CDs e não se cansar de compor.

Primeiro detalhe que destaca de Z2: é um trabalho maduro. Maduro porque foi anunciado há 5 anos atrás, em 2009. A partir desse momento, Devin Townsend anunciou também que tinha ideias para aproximadamente 70 canções e que continham provavelmente as peças mais pesadas da discografia deste artista.

Sobre o disco propriamente dito, podemos dividi-lo em duas partes. A primeira, “Sky Blue”, um novo trabalho de Devin Townsend Project. A segunda, “Dark Matters”, é um CD conceptual e a continuação de “Ziltoid The Omniscient” do próprio Townsend.

Comecemos então por “Sky Blue”. A primeira sensação que se pode extrair desta parte é a versatilidade (pelos fãs já conhecida) de Devin Townsend. As épicas e “espaciais” “Forever” ou “The Ones We Love”, as pesadas “Silent Militia” ou “Rejoice” e as baladas “Midnight Sun” ou a que dá nome a esta primeira metade do trabalho, “Sky Blue” são alguns dos exemplos. Sendo fã de DTP há muito anos ou não, este é certamente um trabalho que não deixo de recomendar. Desde a grande qualidade de produção, passando pela variedade das músicas oferecidas até à grande interpretação destas por parte de Devin Townsend, é sem margem para dúvidas um dos CDs do ano, para ouvir e ouvir incontáveis vezes.

Destaques de Skyloud: “Silent Militia”, “Sky Blue”, “Universal Flame”, “Fallout”.

A segunda parte do álbum é completamente diferente da primeira, porque se trata da continuação do êxito “ZIltoid” de 2007. Tratando-se de um CD conceptual, não vamos comentar a história contada por Devin neste trabalho, para evitar possíveis “spoilers” aos fãs do frontman de DTP. Em relação à parte musical, podemos afirmar que é, com certeza, um dos trabalhos mais pesados e experimentais do canadiano, e uma digna continuação do seu antecessor. Nesta parte podemos também ouvir a contribuição Chris Jericho (cantor da banda Fozzy e wrestler) como Captain Spectacular e da Orquestra Filamórnica de Praga. Finalmente, esta história acaba da melhor maneira com “Dimension Z”, com um Universal Choir onde os fãs da banda tiveram a oportunidade de participar. Devin Townsend deixa aberta a possibilidade de voltar com um “ZIltoid 3” com as frases “This is the end, o is it…?” e “To be continued”.

Destaques de Dark Matter: “Deathray”, “Z2”, “Dimension Z”.

Análise de David Westerman