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Dream Theater – Dream Theater

Depois de um primeiro álbum (A Dramatic Turn of Events, 2011), sem o baterista e membro fundador Mike Portnoy, os titãs do metal progressivo Dream Theater voltam à carga com o seu primeiro CD homónimo da carreira.

A primeira análise mostra-nos que este álbum é muito diferente do seu antecessor. A começar pela composição: já conta com a presença do novo baterista, Mike Mangini, no processo. Em A Dramatic Turn of Events, Mangini não teve a oportunidade de mostrar os seus dotes no instrumento que domina, dado que as músicas já estavam compostas e a bateria programada pelo guitarrista e agora indiscutível líder da banda, John Petrucci.

Depois do lançamento do sólido The Winery Dogs, novo projeto de Portnoy (junto com Billy Sheehan e Richie Kotzen), os focos apontavam para Dream Theater. E estes não defraudaram.

O álbum abre com a curta mas épica “False Awakening Suite”, uma instrumental de quase 3 minutos. De acordo com os membros da banda, “cansados” de começar os seus concertos com canções de outros artistas, resolveram escrever a sua própria música de abertura para concertos.

Segue-se a já conhecida “The Enemy Inside”, lançada com single antes do lançamento do CD e nomeada para o Grammy de melhor performance de Hard Rock/Heavy Metal. É possivelmente a música mais pesada e sombria de todo o trabalho.

Desde o primeiro segundo de “The Looking Glass”, podemos apreciar a influência que tem Rush neste quinteto americano. Sem dúvida, um dos pontos altos deste álbum, a musicalidade e o dinamismo abundam nesta composição. Excelente solo de guitarra por parte de John Petrucci.

Chegamos à quarta música e à segunda instrumental, “Enigma Machine”. Musicalmente, não é a melhor composição dos mestres do metal progressivo. Tecnicamente, a história é um pouco diferente. Cada membro mostra a maestria no seu instrumento.

“The Bigger Picture” é a segunda composição mais extensa desta obra. Com 7:41, Dream Theater mostra-nos que, apesar de terem perdido um dos membros mais importantes da sua formação e depois de quase 30 anos de carreira, continua a deleitar os seus fãs com excelentes canções como é “The Bigger Picture”. Épica.

“Behind The Veil” é provavelmente o ponto mais baixo do álbum. Não porque seja uma má composição (muitas bandas não se importariam de a ter composto), mas pelo nível muito alto das outras.

“Surrender To Reason”. Dinâmica e poderosa. Destaque para os teclados de Jordan Rudess e a atmosfera por eles criada neste tema.

E como em qualquer CD, chegou o momento da balada. “Along for the Ride”. É um dos temas mais bonitos escritos por Dream Theater e dá nome ao tour que atualmente realizam pela Europa. Destaque mais uma vez para Jordan Rudess e o solo de teclado (que faz lembrar o solo de “Beneath the Surface” em A Dramatic Turn of Events).

Finalmente, a canção mais esperada por todos os fãs de Dream Theater, “Illumination Theory”. Com mais de 22 minutos de duração, este é sem dúvida o ponto mais alto do CD, e um futuro clássico na carreira do quinteto. Nível assombroso de cada um dos membros, e um final ao nível de outras grandes peças da banda, como “The Count of Tuscany” ou “Octavarium”.

Em relação ao som, destacaria o grande nível de James LaBrie e o volume da bateria, como uma melhoria em relação ao anterior trabalho. No entanto, muitos fãs acabaram por se queixar do som da caixa da bateria de Mangini. Nada a apontar em relação aos demais instrumentos. Portanto, consideraria este ponto passível de melhoria.

Em resumo, Dream Theater demonstrou que, apesar de já ter uma carreira de uma duração assinalável, continua em grande forma, com um trabalho muito sólido e dinâmico, com tudo o que um fã de metal progressivo gosta: finais épicos, riffs poderosos e solos de guitarra de cortar a respiração.