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Eddie Vedder refuta ser anti-semita

Eddie Vedder parou o concerto da banda em Milton Keynes no fim-de-semana para fazer um discurso apaixonado a favor da paz e, embora não tenha referido directamente a situação entre Israel e Palestina, muitos sentiram que era esse o tópico em questão.

Dirigindo-se ao público, Vedder disse que “Nós podemos ter estas pessoas todas a desfrutarem de tempos de paz. Nós podemos ter tecnologia moderna. Nós podemos alcançar os nossos amigos. Ao mesmo tempo em que algo tão positivo como isto acontece, não muito longe estão a mandar bombas em cima uns dos outros. Que merda é esta?

 “Juro por Deus, há pessoas por aí que só querem uma razão para matar. Eles estão em busca de uma razão para atravessar fronteiras e apoderar-se de terras que não são deles. Eles deviam sair e meter-se nas suas próprias vidas!

“Toda a gente quer a mesma coisa: ter filhos, comer, procriar, desenhar um quadro, fazer arte, ouvir música… Somos todos iguais! Então, porque é que há pessoas em guerra? Parem esta merda já! Nós não queremos dar-lhes o nosso dinheiro. Nós não queremos dar-lhes os nossos impostos para mandarem bombas contra crianças. Nunca mais.”

Embora tenha havido reacções positivas às palavras de Vedder, sobretudo de fãs, outros acusaram-no de ter crenças anti-semitas. Segundo a Spin, um DJ israelita, que até agora tinha apoiado a visita dos Pearl Jam ao seu país, mudou de ideias e decidiu “mostrar quem eles são verdadeiramente”.

Através de uma carta aberta no site da banda, Vedder respondeu à polémica, dizendo: “Com mais de uma dúzia de conflitos nas notícias todos os dias e com as histórias a ficarem cada vez mais assustadoras, o nível de tristeza torna-se insuportável. O que fica do nosso planeta quando a tristeza se torna em apatia? Porque nos sentimos impotentes, viramos a cabeça e continuamos em frente.

“Mas eu tenho esperança, que vem das pessoas para quem a nossa banda já teve a felicidade de tocar. Por ver bandeiras de países diferentes e ver audiências reunidas alegremente e em paz, essa é a inspiração por detrás das palavras que eu sinto a necessidade de justificar.

“Ao tentar incentivar a mais paz no mundo num concerto de rock, estamos a reflectir os sentimentos de todos aqueles com que tivemos contacto, para nos entendermos melhor”.

Insistindo que ele não deixará de reagir como tem feito, mesmo sendo ingénuo, Vedder acrescenta: “Não sei como conciliar as bandeiras que vemos cada noite nos concertos com os conflitos globais das notícias e as suas terríveis consequências. Não sei como processar a culpa quando ouço falar das mortes de famílias civis por ataques dos EUA.

Mas sei que não podemos deixar a tristeza tornar-se em apatia. E sei que estamos melhor a apoiar-nos uns aos outros.

“A guerra magoa. Magoa sem que importe o lado em que as bombas caem”.

Carta aberta: http://pearljam.com/news