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Every Time I Die – From Parts Unknown

Dois anos após o excelente “Ex Lives”, os Every Time I Die estão de volta aos discos com “From Parts Unknown”.

No início do ano a banda anunciou que estava a gravar com Kurt Ballou (Converge) e obviamente que o hype se instalou, mas acho que ninguém estava preparado para aquilo que o quinteto fez neste álbum.

Os ETID nunca lançaram um mau álbum, ou medíocre sequer, mas desde “Gutter Phenomenon” até “New Junk Aesthetic” também não mexeram muito na fórmula como fazem música.

“Ex Lives” foi um refresh na abordagem a essa formula, e “From parts Unknown” é a banda a disparar a artilharia toda que tem, e a fazer estragos enormes.

A abrir temos “The Great Secret”, que começa com acordes ameaçadores e, de repente, explode com Keith Buckley a gritar “Blow your fucking brains out”, e, do inicio ao fim, esta musica é uma avalanche de fúria e de riffs deliciosos.

A segunda música segue a mesma fórmula, mas numa veia mais thrash/punk e conta com a participação de Sean Ingram dos lendários Coalesce.

“Decayin with the Boys” é uma mistura de “New Junk Aesthectic” e “The Big Dirty”, sendo que mostra osEvery Time I Die na sua parte mais sulista e rock n’roll.

Após este triunfante trio de abertura, segue-se aquilo que podemos esperar destes rapazes, mas com o barómetro da sujidade, fúria e agressividade no máximo e com mais algumas surpresas.

A sexta faixa começa com uma solitária linha de piano e com versos bastante melancólicos, ganha mais ímpeto a meio com alguns dos riffs mais Crowbar que os ETID escreveram até hoje, e é simplesmente genial.

Destaque também para “Thirst”, uma malha punk/grind, suja, e rápida, e para “Old Light” que conta com a participação de Brian Fallon dos The Gaslight Anthem, a trocar linhas vocais de uma forma fantástica com Keith Buckley.

O disco encerra em grande com a furiosa “Idiot”.

From Parts Unknown” ombreia com “Hot damn” para melhor disco dos Every Time I Die. A produção está perfeita, os guitarristas continuam a escrever riffs geniais, a banda esta bem oleada, e Keith Buckley continua a ser um dos melhores vocalistas/letristas do hardcore.