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Évora Metal Fest [Dia 2]

Sábado foi dia de dar continuidade à festa, com o recinto mais composto nessa tarde do que no início da noite anterior, calhando aos Voyance abrir as hostilidades. Sendo uma das bandas que venceram o concurso para atuar no festival, a banda vinda de São João da Madeira aproveitou a ocasião para mostrar o que vale ao destilar o seu death metal/ grind para o pouco público ainda presente. Os 11th Dimension foram o ato que se seguiu. O conjunto lisboeta liderado por Diana Rosa toca um metal alternativo que atraiu as atenções do público presente.

Com os Since Today vieram as primeiras notas de hardcore do dia, algo que tem vindo a ser cada vez mais normal de se ouvir em festivais dedicados ao metal. Os Derrame e o seu death metal fizeram aumentar o ritmo, algo que veio a abrandar com a subida dos Vaee Solis ao palco do EMF para um concerto foi hipnótico. Já os Backflip foram apresentar o novo disco “The Brainstorm vol. 1” e abriram o apetite para o jantar.

E podíamos achar que depois da pausa para jantar (onde a maioria dos festivaleiros aproveitou para se deslocar aos cafés/restaurantes mais próximos e ver o inicio do dérbi) iria demorar até voltar a entrar no ritmo elevado deixado pelos Backflip antes dessa pausa, mas não podíamos estar mais enganados.

Redemptus entram em palco e despejam uma sonoridade agressiva temperada pelos samples que criavam os ambientes que serviam de almofada para uma das atuações surpresa da noite, fazendo com que a pausa para jantar quase não parecesse ter existido, visto que toda a gente já estava novamente no ritmo deixado antes de jantar. De seguida os Alchemist deram continuidade ao espetáculo e fizeram com que as pessoas que se começavam a juntar perto da mesa de som avançassem para a frente, originando os primeiros movimentos perto do palco.

Terminada a atuação foi a vez de Terror Empire entrar em palco, e apesar do susto inicial quando o vocalista Ricardo Martins se lesionou deixando no recinto um ambiente de tensão e apreensão que se fundia com os primeiros moshes a que se iam assistindo. Passada essa pequena lesão, os Terror Empire deram um concerto poderoso e fizeram com que a frente do palco fosse algo inabitável, devido aos constantes movimentos causados pelos moshers que se iam juntando. Midnight Priest entra em palco com o seu heavy metal clássico e faz com que os presentes no recinto comecem a cantar algumas das suas letras, criando um ambiente muito bom e preparando da melhor maneira a entra dos Revolution Within, a grande atração da noite.

E se o concerto de Revolution Within era esperado com muita espectativa pela maioria dos presentes no recinto do festival, nenhum deve ter abandonado aquele espaço desiludido com os mesmos. Dispararam um thrash poderoso, apresentando algumas músicas novas, misturadas com os clássicos da banda. Foi da boca do Rui Alves (conhecido no meio musical por Raça) que saiu o agradecimento mais sentido do festival, dirigido à organização do mesmo, colocando em ponto de destaque a “amizade e humildade” que fazem com que seja possível organizar eventos como o que aconteceu no fim-de-semana.

Para terminar a festa foi a vez de Serrabulho entrar em palco e colocar o recinto do festival a mexer sem parar, acabando o concerto com o palco repleto de festivaleiros a fazerem a festa juntamente com a banda, e não fosse a obrigatoriedade de ter que ser uma atuação flash, devido ao horário estipulado e para evitar um final manchado, teria sido um concerto para ir noite dentro.

Balanço final: uma aposta num recinto novo, um cartaz de enorme qualidade, uma organização brilhante e exemplar, e um público de fazer inveja a grandes festivais que por ai há, esta edição do Évora Metal Fest fica para a história e deixa a fasquia bem elevada para a edição do próximo ano, algo que irá dar dores de cabeça à organização, mas que será certamente um desafio gratificante e que será encarado com extremo profissionalismo pelo fantástico staff que faz com que o EMF aconteça todos os anos e seja cada vez mais uma paragem obrigatória para os amantes de música pesada.

Reportagem [Dia 1]

Texto e fotos: Inês Silva
Agradecimentos: Suricata Eventos

 

Marco António Pires

Sou amante da música em geral com gostos mais virados para o metal, mas estou sempre disposto a ouvir coisas novas!