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Fall Out Boy e a Salvação do Rock & Roll [por Jorge Martins]

Todos os fãs que existem de Pop Punk, Emo moderna e Skater Punk devem agradecer aos Fall Out Boys. Através de uma sequência imperdível de álbuns seminais para o movimento, os músicos americanos liderados pelo baixista Pete Wentz “semearam” aquilo que viria a ser o Pop Punk e o lado mais “adolescente” do Post-Hardcore que marcaram os anos 00.

Seguiu-se o hiato da banda e o retorno com “roupagens” mais electrónicas e menos rock como forma de contornar a anunciada morte do seu género original, transformação essa recebida com entusiasmo e aclamação, ilustrando um caminho que tem sido só ascendente para os Fall Out Boy, culminando na sua posição actual como uma das maiores bandas (Pop?) Rock do mundo; a pouco mais de uma semana do seu novo álbum American Beauty/American Psycho, decidimos celebrar esta banda que marcou a adolescência de todos os miúdos offbeat e contamos as suas 10 melhores músicas:

10. Where Did the Party Go?

Do último album, Save Rock & Roll, de 2013, “Where Did The Party Go?” ilustra a mudança dos Fall Out Boy com o recurso a sintetizadores e pouco peso nas guitarras, mas a verdade é que a energia da banda não está apagada, apenas remodelada e se for isto que se ouve hoje em dia nas discotecas, ninguém se irá queixar!

“We were the kids who screamed/ “We weren’t the same” in sweaty rooms”

9. Sugar, We’re Goin’ Down

Single no seminal From Under the Cork Tree, esta música mostra ume evolução em relação ao Skater Punk da estreia dos Fall Out Boy, incorporando elementos mais complexos, mas mantendo a energia e as letras inteligentes e brincalhonhas de Wentz, formando aquele que se tornaria num dos maiores marcos do Pop Punk (e um dos seus vídeos mais reconhecíveis).

“I’m just a notch in your bedpost/ But you’re just a line in a song”


8. This Ain’t a Scene, It’s An Arms Race

Presente no terceiro álbum, Infinity On High, de 2007, foi o seu single mais reconhecível e com razão: numa altura em que a banda se tentava demarcar do rótulo de Pop Punk, experimentando com novos sons, esta faixa mantinha a intensidade que os caracteriza, juntando-lhe um riff gingão e saído de música Gospel, mais um refrão memorável e uma letra a criticar a indústria musical e o próprio sucesso da banda (num vídeo genial e hilariante), sendo um ponto de viragem no movimento e na carreira dos Fall Out Boy.

“I’m a leading man/ And the lies I weave are oh so intricate”

7. (Coffee’s for Closers)

Música presente em Folie à Deux, o álbum de 2008 que encerrou o percurso da banda pré-hiato, “(Coffee’s For Closers)” é marcada por experimentação com secções de cordas e um registo mais épico e longe do Skater Punk inicial da banda, contendo ainda aquele que é um dos refrões mais tremendos alguma vez a sair das cordas vocais de Patrick Stump, ilustrando na perfeição a Geração X que a banda retrata.

“I will never believe in anything again/Oh change will come/I will never believe in anything again”

6. Thriller

Faixa que abre Infinity On High, “Thriller” marcou a carreira dos Fall Out Boy por várias razões, sendo as mais importantes a nova direcção vocal de Patrick Stump, menos nasalada e mais versátil, capaz de dar vida à escrita inteligente de Wentz e o facto de na mesma música podermos ouvir breakdowns típicas de Metalcore, refrões de Punk e o Jay-Z, tudo bem executado. Se isto não é mostra de ecletismo, não sei o que é…

“So long live the car crash hearts/Cry on the couch/All the poets come to life”

5. I Slept With Someone In Fall Out Boy And All I Got Was This Stupid Song Written About Me

Para além do título espectacular, esta faixa, incluída no álbum de 2005 From Under the Cork Tree, goza de uma energia notável, com riffs de Skater Punk contagiantes, uma letra de coração partido de Wentz identificável para todos e, claro, gritos do baixista de gelar os ossos, numa prova irrefutável que o Post-Hardcore também partiu daqui.

“Always weigh what I’ve lost against what I left/Progress report: I am missing you to death”

4. The Pros And Cons Of Breathing

Proveniente da estreia seminal de 2003, Take This To Your Grave, “The Pros And Cons Of Breathing” é prova que, por muito que tenhamos vindo a elogiar o ecletismo e experimentação dos Fall Out Boy, a resposta por vezes reside na simplicidade, como esta faixa, de Punk rápido e certeiro, emoção nos vocais angusitados de Stump e o refrão mais memorável a sair da caneta de Wentz e que deu forma ao Emo moderno com a sua intensidade.

“I want to hate you half as much as I hate myself”

3. Get Busy Living Or Get Busy Dying (Do Your Part To Save The Scene And Stop Going To Shows)

Presente em From Under the Cork Tree, esta música beneficia de um registo dançável pouco presente no passado mais distante dos Fall Out Boy, que não compromete a emoção pela vontade de mexer o corpo, juntando-lhe ainda uma letra certeira disfarçada de romance falhado (e com um poema final lido por Wentz num momento arrepiante).

“We never knew that you would pick it apart, oh/I’m falling apart to songs about hips and hearts”

2. Fame < Infamy

Facilmente o melhor riff de guitarra de Infinity On High (até mesmo da carreira da banda), “Fame < Infamy” não tem como não gostar, seja pelo ritmo ora emotivo, ora gingão, pelos vocais esforçados de Stump numa das suas melhores perfomances na banda, ou simplesmente por aquele riff sublime que faz tudo valer a pena.

“I’m addicted to the way I feel when I think of you/ “There’s to much green to feel blue””

1. Dance, Dance

Patrick Stump uma vez apelidou “Dance, Dance” como “a melhor coisa que alguma vez fiz” e não está nada longe da verdade. O êxito de From Under the Cork Tree que deu notoriedade aos Fall Out Boy com a sua linha de baixo instantaneamente reconhecível, refrão maior do que a vida e energia contagiante será para sempre sinónimo de falsetes no duche, bailes de finalistas e adolescência, tanto agora como no futuro.

“Dance, dance/And these are the lives you’d love to lead/Dance, this is the way they’d love/If they knew how misery loved me”