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Foo Fighters, os ilustres desconhecidos [por Jorge Martins]

Quando os Nirvana tiveram o seu trágico fim, o baterista Dave Grohl não conseguiu ficar parado e sozinho, criou um novo projecto no qual tocava todos os intrumentos e editou um cd que, mesmo com a sua sonoridade reminiscente do Grunge, era puro Rock; nasciam assim os Foo Fighters.

Entretanto com mais membros (Grohl já só dá voz e guitarra ao projecto), a banda foi crescendo até se tornar numa das maiores potências rock do mundo; numa altura em que se preparam para lançar o novo cd (10 de Novembro), pensámos em tirar aquelas músicas que toda a gente conhece dos Foo Fighters, entendam-se os singles e vermos o melhor que os músicos têm no fundo do seu baú.

10. Friend of a Friend

Retirada do álbum duplo In Your Honor, “Friend of a Friend” é um emocionado tributo a Kurt Cobain, copanheiro de Grohl nos Nirvana, sendo que a faixa até acaba por soar bastante mais aos reis do Grunge do que a Foo Fighters, num registo semelhante a “Something in the Way”; “He’s never been in love/But he knows just what love is/He says nevermind/And no one speaks

 

9. Hey, Johnny Park

Se os Foo Fighters têm jeito para algo, é para criar riffs excepcionais e memoráveis e o que abre “Hey, Johnny Park” é dos melhores não só do seu discutível magnum opus The Colour and the Shape, como da sua discografia inteira! Junte-se a isso um refrão gingão e uma batida implacável e temos uma fórmula vencedora.

 

8. Good Grief

Continuando a falar de riffs de peso, “Good Grief” regressa a 1995 e à estreia homónima da banda, que ainda tinha o seu “travo” a Nirvana e a Grunge, nomeadamente na dinâmica de versos calmos/refrões pesados, mas a identidade já cá estava, pronta para começar a explodir. “HATE IT!

 

7. I Should Have Known

Com a participação do baixista dos Nirvana, Kris Novoselic, esta faixa presente no último álbum da banda, o aclamado Wasting Light, é mais um tributo tocante a Kurt Cobain (escolhendo-se essa a interpretação) e mostra o lado mais sensível da banda, tão capaz de escrever boas canções como a sua “costela” de estádio. “No, I cannot forgive you yet/You leave my heart in debt”.

 

6. Oh, George

Mais uma música retirada da estreia de 95, “Oh, George” é uma faixa muitas vezes ignorada em prol dos singles desse disco como “Big Me” ou “I’ll Stick Around”, mas a verdade é que é talvez a canção que mais bem personifica a futura identidade dos Foo Fighters que já se formava, com um sentido de melodia apurado, um toque de Grunge e muita garra na percussão (aqui ainda a cabo de Grohl, que gravou todos os intrsumentos), juntando-se ainda uma das letras mais bonitas da banda (“Fools were drawing/Trying to save that day/I don’t doubt that anyway”).

 

5. The Last Song

Retirada do lado pesado do duplo In Your Honor, mostra o lado épico dos Foo Fighters em pleno, demonstrando a sua agressividade e fúria temperada com riffs apelativos e melodias intrincadas, enraizadas numa secção rítmica exemplar, cuja combinação continua a conquistar arenas por todo o mundo. “THIS IS THE LAST SONG THAT I WILL DEDICATE TO YOU!

 

4.Gimme Stitches

Representando o êxito de 1999 que foi o cd There is Nothing Left to Lose, que elogiava a abordagem mais introspectiva e sentida dos Foo Fighters à música, em vez do seu típico rock de massas, “Gimme Stitches” tem, além de um riff viciante, uma letra enganadoramente inconsequente e guitarradas (a cargo de Grohl, neste cd era o único guitarrista) simples, mas poderosas q.b.

 

3.A Matter of Time

Wasting Light, de 2011, foi uma óptima colheita em termos quer do lado mais emotivo dos Foo, quer da sua faceta pesada, ainda melhor captada graças ao processo de gravação analógico do álbum, que capturou na essência a crueza e a virilidade que muitos não se apercebem existir na banda de Grohl; “A Matter of Time”, com a sua reminiscência do Punk Hardcore que influenciou todos os membros da banda, é das melhores representantes disso mesmo.

 

2.Come Alive

Echoes, Silence, Patience and Grace, de 2007, é talvez o menos memorável cd dos Foo Fighters, devido a uma inconsistência e, admitamos, desinspiração na escrita de grande parte das músicas; no entanto, “Come Alive”, com o seu crescendo desde a suavidade acústica inicial ao estrondo final e a sua letra lindíssima, mostra que, mesmo nos cd’s menos bem conseguidos, existem pérolas à espreita. “I lay there in the dark/And I close my eyes/You saved me the day/You came alive/No reason left/ Need to survive”

 

1.Tired of You

One By One, de 2002, é o cd mais pesado dos Foo Fighters, casa de singles como “All My Life” ou “Times Like These” e capaz de fazer até uma pseudo-balada soar agressiva e crua, como é o caso desta excepcional “Tired of You”; o riff é simples, mas marcante, a voz emotiva, a letra memorável, tudo num minimalismo disfarçado que mostra que, por vezes, menos é sinónimo de mais, muito mais. “I won’t go getting tired of you”