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Ghost – Tobias Forge responde judicialmente perante antigos membros da banda

O vocalista dos Ghost, Tobias Forge, mais conhecido por Papa Emeritus, respondeu a uma ação judicial levada a cabo por parte de quatro membros que se dizem ser elementos fundadores da banda (Simon Soderberg, Mauro Rubino, Henrik PalmMartin Hjerstedt), os quatro alegam o “não pagamento de salários e subsídios durante vários anos” por parte de Forge e pedem-lhe também que divulgue as receitas e as despesas da banda de 2011 a 2016. Referem também a existência de um acordo que assegurava uma correta distribuição dos lucros, mas Forge nega agora a existência do acordo com novos documentos que surgiram online.

Por sua vez, o vocalista afirma que nenhum dos quatro eram membros originais e que nenhum investiu capital nos Ghost nem que estes estavam responsáveis pelas perdas de lucro. Nos documentos legais de Forge pode ler-se que os membros “tinham apenas que atuar sob a imagem dos Ghostque Tobias Forge criou, produziu e decidiu. Aquando do contrato, os candidatos receberam taxas/salário, como tal, não existe nenhuma salvaguarda legal entre Tobias Forge e os membros, no que toca à atividade dos Ghost. Não existindo tal salvaguarda, Tobias Forge não é obrigado a declarar os lucros dos Ghost.

O comunicado diz ainda que “todos os músicos que foram formalmente apresentados e que participaram nos Ghost são considerados músicos que foram contratados” sendo que nenhum deles é considerado um elemento “insubstituível” ou “crucial”. Mais à frente está descrito que a banda é anónima e que Forge é livre de mudar os membros da banda como bem entender. A queixa formal contra Forge dizia que os músicos não receberam nenhum pagamento em 2012 contudo, foram-lhes pagas esporadicamente determinadas quantias quando Forge era pressionado sendo que Forge alegou não haver dinheiro na altura.

Forge diz que só agora na digressão europeia deste ano “Popestar” é que a banda obteve lucros e que esse retorno gerado ao longo dos anos tem sido usado única e exclusivamente para pagar taxas e salários dos músicos e para cobrir as despesas de produção associadas às digressões. “Uma vez que os custos excederam sempre o retorno, os salários dos músicos foram sempre assegurados através do rendimento de Tobias Forge”.

Os documentos também dizem que até este ano, Forge não recebeu qualquer salário proveniente de concertos ou da venda de merchandise e que este tem vivido de receitas geradas por direitos e royalties do primeiro álbum dos Ghost “Opus Eponymous“. No inicio desta semana, Forge admitiu que a banda se centra apenas nele, uma vez que já foram 15 os músicos que saíram e entraram na banda desde o álbum de estreia.

 

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