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Godsmack – 1000hp

Após o bem sucedido The Oracle lançado em 2010, e um álbum ao vivo em 2012, os Godsmack voltam à carga com um novo trabalho de estúdio. A banda originária de Massachusetts deixou a fasquia bem alta 4 anos atrás, quando o seu quinto trabalho chegou à primeira posição da Billboard 200. Contudo, o quarteto apresenta com 1000hp (horsepower) um sério trabalho, possivelmente ao nível do seu antecessor.

A primeira música que dá nome ao álbum e representa o primeiro single deste é um dos pontos altos do trabalho. Energética e poderosa, é sem dúvida uma carta de apresentação de grande qualidade. As intensas vocais Sully Erna, especialmente durante o refrão, e o grande trabalho do baterista Shannon Larkin destacam nesta canção.

Mas 1000hp não é só 1000hp. Godsmack consegue entregar um álbum de grande qualidade, seja através da progressiva “Generation Day” embora mantendo um som fiel ao seu estilo, ou “Livin’ in the Gray”, com uma ideia de base muito bem desenvolvida, e um refrão potente. “Turning to Stone” é outro dos pontos a destacar deste trabalho. Provavelmente a canção mais dinâmica, combina um verso mais relaxado com um poderoso refrão, onde se pode realçar a grande actuação do baterista.

Temos também músicas como “Something Different” com uma entrada lenta mas que cresce e alcança o seu esplendor com cada refrão, a frenética “What’s Next” e “Nothing Comes Easy”, com uma grande coleção de riffs de guitarra.

No entanto, também se podem apontar pontos menos altos deste trabalho, como a repetitiva “FML” ou “Locked & Loaded”, que acaba por não propiciar nada de novo. “I Don’t Belong” seguiria também a tendência destas últimas duas músicas. É certo que o riff desta última é interessante, mas a sua utilização excessiva acaba por aborrecer o ouvinte. O solo de guitarra também não estaria na lista dos melhores do repertório de Godsmack.

No seu conjunto, Godsmack apresentam com este 1000hp um trabalho bastante bom. Erna passa pelos seus melhores anos como vocalista, e mesmo não sendo uma das vozes mais brilhantes do rock, é certamente uma das mais reconhecidas e peculiares. A sonoridade em todo o álbum é excelente, e destaca, como em todos os recentes trabalhos de Godsmack, a grande contribuição do baterista Shannon Larkin.

Contudo, Godsmack continuam à procura da sua obra prima. 1000hp é um grande disco, é certo, e até com algumas músicas excelentes que passarão a ser clássicos da banda. Mas continua sem ser o disco icónico que garante a Godsmack um lugar na história do rock.

Análise de David Westerman