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Guia para Circa Survive [por Jorge Martins]

Os norte-americanos Circa Survive fizeram esta semana o seu regresso com “Schema”, uma faixa explosiva que anuncia Descensus, o novo álbum a editar no fim de Novembro pela banda.

Um nome que poucos conhecem, provavelmente podem pensar porque é que se devem preocupar com estes fenómenos do Indie? Bem, a resposta é porque, além desse rótulo, o conjunto de Filadélfia é também uma força maior do Post-Hardcore e uma das principais influências no género, bem como responsáveis por quatro cd’s todos aclamados criticamente e que os confirmaram como uma das bandas mais interessantes actualmente.

Ainda não estão convencidos? Deixem que esta viagem por rock psicadélico com elementos de Jazz e de Emo vos convença do contrário.

10.The Glorious Nosebleed

Juturna, o álbum de estreia dos Circa Survive, foi como um soco na cara do movimento Post-Hardcore, aparentemente estagnado, pela sua abordagem melódica com as guitarras duplas e a percussão expansiva, enquanto que mantinha a emoção pela voz aguda de Anthony Green revolucionou completamente o movimento. Um dos grandes exemplos disso é esta música, sobre uma mulher que salta de uma ponte em chamas, para não ser queimada viva. “Look how high I’m jumping from/You’ll never make it

9. Frozen Creek

Blue Sky Noise, de 2010, foi o cd que permitiu aos Circa Survive o “salto” para a audiência mainstream, apresentando um cd com mais ênfase na melodia e mais contido, mas com a mesma identidade que iria mais uma vez garantir a aclamação do álbum. “Frozen Creek”, com a sua guitarra emocional e letra melancólica, personifica na perfeição esta mutação do conjunto. “On top the frozen creek/I would love to take you there…”

 

8.Schema

A nova música é mais do que um anúncio ao vindouro Descensus, é um retorno explosivo da banda, que combina o melhor do seu lado enraivecido com o seu controlo quase perfeito das texturas melódicas das suas músicas, personificadas nos “diálogos” entre as guitarras. “Immediately, I feel relief/From dragging this vessel around!”

7.Living Together

On Letting Go, o segundo álbum dos Circa Survive, não re-inventou a sua sonoridade, tendo antes apresentado um som mais refinado e polido e com uma temática lírica diferente, mais abstracta e muitas vezes a reflectir sobre a própria indústria musical, como se pode ver nesta excelente faixa que abre o álbum da melhor forma. “With an effortless smile you pervade to be/ Always in-between aisles/ Optimistic darng me/ Would you trade your soul for gold?”

 

 

6. The Difference Between Medicine and Poison Is in the Dose

Também presente em On Letting Go, esta música é muitas vezes considerada como a mais emblemática do som “clássico” dos Circa Survive, alternando entre versos calmos e de ênfase na melodia com refrões “cheios” e apoteóticos, sendo ainda um exemplo da versatilidade de Green quer nos seus vocais arranhados, quer numa letra introspectiva sobre a indústria musical e a sua futilidade. “Well don’t call me by my full name/And all this is temporary/(…)I can’t be honest with even myself/Did you ever wish you were somebody else?”

5. Bird Sounds

Em 2012, com Violent Waves, os Circa Survive afastaram-se o mais da sua fórmula até agora, editando um álbum que já quase nada devia ao Post-Hardcore e deixava os seus trunfos numa exploração fantástica do psicadelismo sem, no entanto, rejeitar o formato-canção, mas contendo mais a percurssão outrora frenética e diminuindo os gritos de Green, sem no entanto comprometer a emoção. “And every morning there’s a meaningful mistake/You’re not awake at all”

 

 

4. Spirit of the Stairwell

Este belíssimo momento acústico provém de Blue Sky Noise e expõe uma faceta pouco notória habitualmente na banda americana, optando pela simplicidade técnica em vez dos seus habituais padrões melódicos intrincados, juntando os seus acordes “despidos” a uma secção rítmica discreta e um Anthony Green confessional e está a receita para um lado íntimo, mas apaixonante dos Circa Survive“I won’t be angry/If you have to leave/But I won’t be waiting/For that day/So don’t say that you’re sorry because/I won’t believe you”

3. In the Morning and Amazing…

O riff que abre “In the Morning and Amazing”, auxiliado por uma bateria frenética pauta aquela que será talvez a faixa mais pesada dos Circa Survive, perto do Hardcore de onde os seus membros bebem influência e impossível de resistir ou de ficar parado, tornando-se num verdadeiro momento de celebração. “Hold my breath until communication is/Only just a test”

 

 

2.Get Out

Mantendo a mesma nota, se há uma música mais pesada que a anterior no reportório dos Circa Survive, é “Get Out”, de Blue Sky Noise, cuja imensa parede de som composta pela sua percussão endiabrada, guitarras esganiçadas e berros sucessivos de Green nos atinge com a força de um soco e não deixa ninguém indiferente. “There’s no meaning besides/It’s not worth it to try/GET OUT”

 

1. Stop the Fucking Car

Voltando ao cd de estreia, Juturna, já do longíquo ano de 2005, “Stop the Fucking Car” é uma daquelas músicas em que qualquer descrição fica aquém da experiência da audição: letra impecável, padrões melódicos exemplares e um espírito entre o psicadelismo e a explosão do Punk que ressoa e toca como só os clássicos fazem. “Your face is light and cocaine white”