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Hollywood Undead – Day of the Dead

Os Hollywood Undead, com a sua mistura pouco ortodoxa de Metal, Hip-Hop e Electrónica, têm dado que falar desde o seu álbum de estreia, Swan Songs, de 2008.

Desde aí, mantendo a irreverência, o grupo mostrou uma evolução (embora nunca chegando ao nível do primeiro registo) que culmina neste Day of the Dead, que põe muito mais ênfase em beats sintetizados e nas rimas furiosas do grupo, não escapando no entanto o ocasional riff certeiro como na faixa-título, dos momentos mais fortes do disco.

Existem também aqueles momentos que parecem ser de pura diversão para os Undead, que resultam em faixas de grande ênfase electrónica e dançável e feitas para as pistas de dança, como a contagiante “War Child” ou a monótona “Party By Myself”.

Por outro lado, os momentos mais contemplativos também estão presentes, embora nenhum com o peso ou impacto de um “Paradise Lost”, que continua a ser a referência da banda em faixas emocionais, sendo que “Dark Places” tem o mesmo negrume lírico, mas perde-se numa banalidade de rimas e beats que não causa mossa.

Por outro lado, o conjunto americano tenta ainda testar o seu lado mais épico, quase com ecos de Imagine Dragons, em faixas como “Take Me Home” ou a final “Save Me”, mas que ficam pelo caminho como pretensiosismo sem grande substância, sendo que o seu flirt com o Dubstep corre melhor, na viciante faixa inaugural “Usual Suspects”, embora “Gravity” nos mesmos moldes já deixe muito a desejar.

Desta forma, os Hollywood Undead parecem ter posto as guitarras a descansar para se dedicarem mais ao seu lado Hip-Hop e electrónico, mas na tentativa de cobrirem o maior terreno possível, parecem ter perdido a identidade e, acima de tudo, não ocorrem músicas memoráveis como nos álbuns anteriores.