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Hourswill – Inevitable

Os Hourswill despertam para as trevas no crepúsculo da década passada. Anos volvidos, Inevitable marca a estreia e disseminação nacional da sua mistura de sonoridades heterogéneas dentro do metal, mas sempre com uma veia mais old school. Assim no delíquio outonal de 2014, via Ethereal Sound Works, surge o registo que hoje analisamos.

A temática geral inscreve-se num cenário de inspiração apocalíptica que não deixa de ser um lugar-comum dentro dos meandros musicais em que se movimentam os Hourswill. Como a banda já conta com vários anos de experiência, há uma assinalável maturidade nas composições de Inevitable, sendo de realçar a atenção aos pormenores, como o recurso a um intróito opressivo que nos instala de imediato no clima para o que vem a seguir e os ocasionais trechos sonoros alusivos ao tema central do álbum.

Ainda que as vocalizações de Nuno Damião não sejam particularmente entusiásticas e estimulantes, o vocalista denota competência. Assim sendo, aquilo que destacamos neste disco é o intrincado trabalho de guitarras que, por vezes, está mesmo ao nível do melhor que ouvimos de uma banda portuguesa em 2014, logo merecido louvor para o desempenho de José bonito, Sérgio Melo e ainda o contributo de Rodrigo Louraço. “Vows Of Submission” é o primeiro exemplo, e talvez um dos melhores, dessa qualidade, sendo que em termos nus e crus seja de salientar “Dead End Memory” que nos mostra a banda numa postura mais direta e Death.

En forma de conclusão, num universo musical em que escasseiam lançamentos desta craveira é de louvar e aconselhar este primeiro disco dos Hourswill.