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Indie Music Fest 2015 [Dia 1]

Numa estrada de Baltar, há um pequeno bosque que acolhe, há três anos, aquele que é aclamado (e premiado) como o melhor micro festival português, o Indie Music Fest.
Com uma plateia jovem num ambiente natural apelante ao intimismo, embora seja a extroversão e até frenesim que estejam na ordem do dia, ou melhor, dos três dias em que alinharam 60 artistas, num cartaz inteiramente nacional que reuniu um leque de vertentes do rock capaz de entusiasmar diferentes sensibilidades.


O primeiro dia teve um cartaz mais reduzido, e funcionou como uma receção aos campistas, fazendo com que os concertos começassem mais tarde e ainda sem recorrer ao palco principal.
O palco Cisma recebeu os primeiros acordes, proporcionados pelos aveirenses Moonshiners, com um som bluesy ritmado, e presença vistosa da baterista Susie e de Gamblin’ Sam.


No Palco Antena 3, Davide Lobão trouxe ecos dos extintos O Bisonte, e que cativou pela presença expressiva e quase dramática.


Numa alternância entre os dois palcos, sucediam-se os Bispo, numa proposta eletrónica que agitou a assistência e a proporcionar os primeiros momentos de mosh (e a primeira grande nuvem de pó).


Os portuenses Eat Bear suaram (literalmente) numa atuação enérgica e bem relacionada com o público, enquanto os caldenses Cave Story trouxeram o bom espírito Indie.



A fechar a sequência de concertos deste primeiro dia, estiveram os incansáveis Plus Ultra, em mais uma atuação ao estilo “take no prisoners”: um trio imenso, provocantes e contestatários, de peito rasgado.


Fotografia e texto: João Fitas
Agradecimento: Indie Music Fest