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Machine Head: Os diamantes do Thrash [por Jorge Martins]

Aproxima-se a passo largo o lançamento de Bloodstone & Diamonds (é já dia 7 deste mês), novo cd dos Machine Head, apresentado pela promissora “Now We Die” e que tem como fardo suceder aos aclamados Unto the LocustThe Blackening.

Desta forma, pareceu-nos apropriado passar a pente fino as “pedras preciosas” que estes ícones do Thrash Metal já editaram e daí retirarmos o top 10 que apresentamos abaixo e cobre a já longa carreira da banda.

10. The Blood, The Sweat, The Tears

Editada em The Burning Red, de 1999, esta música é reminescente da fase em que os Machine Head tiveram o seu flirt com o Groove Metal, para apanhar boleia do fenómeno do Nu Metal que já começava a surgir em peso, sendo que,embora seja uma fase mais infame da banda junto dos fãs, é inegável que ainda originou grandes “malhas” como esta.

9. Darkness Within

Proveniente de Unto the Locust, de 2011, esta música épica é uma ode escrita por Robb Flynn à música enquanto arte e enquanto refúgio e escape de emoções, catalisando a mensagem através de uma melodia emotiva (com alguns dos seus melhores vocais) e um solo simples (para os padrões da banda), mas altamente catártico que tornou “Darkness Within” num dos pontos mais altos do álbum.

8. Now I Lay Thee Down

Daria para fazer um top quase todo (são apenas 8 músicas) apenas com faixas de The Blackening, o “magnum opus” dos Machine Head que revitalizou o Thrash no final da década passada com a sua abordagem expansiva a outros géneros da música pesada que o tornaram num dos melhores cd’s de Metal de todos os tempos; um dos exemplos, “Now I Lay Thee Down”, com a sua alternância entre versos lentos e melódicos e elementos quase góticos, culminando num trabalho de guitarras exemplar que dá arrepios ao ouvir com o seu “diálogo”.

7.Ten Ton Hammer

Antes do lado mais tecnicista dos Machine Head, já existia o seu peso e a sua raiva, como se pode ver por esta faixa de The More Things Change…, de 1997, cujos riffs pesados e cheios de groove são um autêntico monumento ao headbanging, criando uma atmosfera claustrofóbica e sombria, evidenciando o potencial que estava presente na banda para o futuro.

6.Bulldozer

Esta pérola dissonante provém de Supercharger, de 2001, em que os Machine Head aproveitaram para experimentar e começar a conceber uma identidade diferente da presente até aí, libertando-se das amarras do Groove (ou Nu?) Metal e começando a compor temas mais próximos do Thrash, privilegiando a velocidade e a agressividade, mas mantendo um sentido melódico apurado, como se nota nos versos clean de “Bulldozer”.

5.Halo

Presente também no já clássico The Blackening, de 2007, é talvez a faixa mais icónica dos Machine Head, combinando todas as facetas da banda: é sombria e melancólica, pesada e raivosa, melódica, tecnicista, abrasiva mas penetrante, são basicamente 9 minutos do que significa ser os Machine Head e é também uma das melhores músicas de Metal de sempre ao vivo.

4. I’m Your God Now

Presente na estreia, Burn My Eyes, no já longíquo ano de 1994, “I’m Your God Now” assenta no lado mais melódico da banda, invés do Groove Metal baixo e pesadão que era a sua imagem de marca da altura, estando até mais próxima de um Heavy Metal clássico, com Robb Flynn a usar quase só vocais clean e com as guitarras em “modo épico” a pavimentarem o terreno para aquela que seria a faceta mais conhecida da banda 20 anos depois.

3. Days Turn Blue to Gray

Through the Ashes of the Empires, de 2003, foi uma espécie de re-abilitação para os Machine Head, libertando-os do seu falhanço no Nu Metal e pondo-os mais em contacto com o seu lado pesado, mesmo mantendo as raízes Groove e expondo uma faceta sentimental e emotiva até aí normalmente enublada pela agressividade crua que os movia, sendo que as mais belas faixas do álbum são também as mais regadas de emoção, como “Days Turn Blue to Gray”.

2. Beautiful Mourning

Presente em The Blackening, “Beautiful Mourning” é uma das músicas mais pesadas dos Machine Head e um dos seus maiores estrondos ao vivo, conseguindo ser “alimento para o mosh” com os seus riffs impiedosos, ao mesmo tempo que mantém a acessibilidade por um refrão feito para ser entoado em coro e, claro, um trabalho de guitarras demolidor.

1. Descend The Shades of Night

Música final de Through The Ashes of the Empires, mostra que, se “Halo” é a faixa mais icónica da banda, esta canção é a melhor que já saiu da mente de Robb Flynn, com um lado negro e melancólico muito pronunciado, através do uso frequente de “ganchos melódicos”, enquanto se mantém o peso e a urgência de um autêntico hino de Metal (e aquele riff acústico não é menos do que delicioso).