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Make Do and Mend – Don’t Be Long

Os Make Do and Mend são parte integrante da carismática The Wave americana que veio revolucionar o Post-Hardcore americano, encabeçada por bandas como La Dispute ou Touche Amore.

Mesmo resguardados no segundo plano da mesma e com características diferentes (sem berros e com muito mais ênfase na melodia e formato-canção do Hard Rock), estes músicos sempre deram provas do seu valor, algo que continua em Don’t Be Long, desde já candidato a álbum do ano.

James Carroll continua a mostrar grande forma na voz, com o seu timbre rasgado e viril a servir de trunfo em canções impetuosas como a excelente faixa-título ou na inflamada “Bluff”, onde a sua voz parece no limiar da ruptura durante toda a faixa, embora o vocalista também não esconda a sua versatilidade e entregue performances inesperadamente comoventes em músicas mais sensíveis como a magnífica balada “I Don’t Wonder At All” e a excelente final “Begging For The Sun To Go Down”, que encerra o álbum da melhor forma.

A restante banda também não desaponta, apresentando sempre melodias inflamadas e viciantes, seja pela guitarra desenfreada da abertamente Hardcore “Ever Since” ou pelas influências ora Skater Punk ora quase Post-Rock do fantástico par “Sin Miedo/Sin Amor”, com a segunda a recordar os compatriotas La Dispute nos seus momentos mais desacelerados.

Como ponto fraco fica apenas “Sanctimony”, que com a sua vibração Hard Rock máscula e agressiva, fica mal encaixada entre duas das músicas mais sensíveis do CD, representando um “tropeção” na recta final, que teria ficado melhor colocada noutro ponto de Don’t Be Long.

Por tudo isto, pode concluir-se que os Make Do and Mend não estão prontos para relaxar enquanto os seus colegas da The Wave dão cartas e evoluem musicalmente, entregando um álbum que, sem surpreender tanto como os seus congéneres, é sólido e quase sem pontos fracos a apontar.