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Maybeshewill – Fair Youth

Os britânicos Maybeshewill já existem há quase uma década e, desde a estreia com Not For Want Of Trying, em 2008, que parecem querer re-inventar-se a cada cd, mantendo a sua identidade, mas expandindo sempre as sonoridades em novas direcções e o seu quarto cd de estúdio, Fair Youth, não é excepção.

Movendo-se nas muito populadas águas do Post-Rock, a banda sempre se distinguiu dos colegas e rivais do género por um uso mais abrangente de instrumentos, “enamorando-se” muito com os seus sintetizadores, teclados e secções de cordas, algo que no novo álbum é levado a um novo nível.

Não é que não existam momentos “regados” a guitarradas demolidoras e a tender para o headbanging, mas normalmente são encadeados com melodias atmosféricas à base de teclados (veja-se a excelente faixa-título) e na maioria dos casos são mesmo relegados para segundo plano, em prol da electrónica.

Em Fair Youth os Maybeshewill põem de lado a agressividade e a frustração que os movia noutros álbuns e abraçam a positividade, lançando aquele que é sem dúvida o seu álbum mais leve e alegre, ideal para este final de Verão e para curar qualquer depressão ao som de momentos de uma beleza fenomenal como “All Things Transient” ou “Permanence”.

A maioria das faixas não tem medo de se alongar e de ter contornos progressivos, expandindo ainda mais a gama sonora do álbum, resultando bem no caso do single “In Amber” e não tão bem em “You And Me And Everything”, que embora contenha alguns dos melhores momentos do cd (aqueles coros…), acaba por se arrastar em demasia.

Além disto, o álbum beneficia de uma recta final fortíssima, com a emocional “In The Blind”, de novo a mostrar uma atitude mais rockeira da banda e a final “Volga” com os seus riffs deliciosos encerram o cd da melhor forma, sobretudo depois deste se debruçar mais sobre as electrónicas (ainda que com grandes resultados) a meio, com a sequência de “Sanctuary” e “Asiatic” a dar primazia aos teclados.

Desta forma, os Maybeshewill distanciam-se da concorrência no apinhado mundo do Post-Rock através da sua mistura de Rock e Electrónica de contornos emocionais e têm em Fair Youth mais do que um grande disco para este final de Verão, mostrando-se como um dos grandes concorrentes a disco do ano.

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