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Melkor – Irrlicht

Editado de forma independente, Irrlicht de Melkor é a consagração (depois da estreia com Fenre) do trabalho de Patrick Baumann que assumiu este projeto de Black Metal desde meados de 2004.

Sediado em Frankfurt, na Alemanha, Baumann é o demiurgo que dá corpo e forma musical ao universo Melkor.

Desde o intróito com “Spiegelwand”, percebemos que a melodia áspera das guitarras, aliada à voz sui generis de Baumann, será a tónica dominante neste registo que incorpora apenas oito temas, mas que excede a hora em duração. Logo, preparem-se para ambientes saturnianos e por vezes algo soturnos e repetitivos, por exemplo em “Die Welle erneuert sich”, visto que o músico procura incutir essas caraterísticas à sua música. Fator positivo é a produção imaculada e um evidente trabalho cuidado de masterização e apresentação gráfica.

A tonitruante e mastodôntica “Irrlicht” marcará o álbum pelo subtil enquadramento de diversas camadas musicais entre avanços e retrocessos rítmicos que contribuem para que esta seja uma das faixas mais intrigantes do álbum.

Temas como “Pangaea” ou “Opferlamm” vão cauterizar os sentidos com a sua rispidez inebriante, mas será o epílogo ‘The Great Defender’ a ganhar os louros e a assumir-se como momento alto, fechando o disco com chave de ouro.