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Men Eater [Plano B, Porto]

E porque Março marca uma série de concertos de despedida dos grandes Men Eater, estes não podiam excluir a Invicta da sua agenda e deixar, uma vez mais, a marca da sua originalidade enquanto músicos. E como o que é nacional é bom, os Riding Pânico juntaram-se ao cartaz.


Riding Pânico (1ª parte)

A noite começou com os Riding Pânico. Makoto Yagyu, Hélio Morais, João Pereira, Jorge Manso e João Nogueira subiram ao palco para aquilo que viria a tornar-se num ambiente dominado pela intensidade e envolvência do instrumental já característico deste grupo. Um “viajar para longe”. Um som coeso e forte foi aquecendo a sala do plano b embora, inicialmente, parte do público estivesse um pouco reticente. Makoto Yagyu, num gesto que já lhe é comum, andou, literalmente, em cima do público. “E se a bela for o monstro” finaliza este concerto, com a participação de Mike Correia, vocalista e guitarrista dos Men Eater. Os ânimos estavam altos. Aplausos bem quentes antecederam o momento extraordinário que se seguia.

Men Eater (2ª parte)

Chega, assim, a vez dos tão aguardados Men Eater. Passava da meia noite quando estes ocuparam o palco naquele que foi, provavelmente, o último concerto na cidade do Porto, antes da pausa por tempo indeterminado da banda. A sala encontrava-se completamente cheia pelo que várias pessoas não conseguiram entrar.
O ambiente era maravilhoso. “First Season” dá então início ao momento mais aguardado da noite, seguindo- se “Heartbeating Locomotiva” e “Black”. Fortes, intensos, e determinados, estes cinco senhores fizeram do palco um cenário brilhante, bem ao estilo de Men Eater, autênticos e honestos. As expectativas eram altas e os Men Eater conseguiram supera-las, de longe. Moshes e crowd surfing manifestavam a afirmação do público em desfrutar como se não houvesse amanhã. Na fila da frente, havia quem cantasse, em perfeita sintonia com Mike, todas as letras do princípio ao fim.
O concerto foi uma sucessão de momentos pesados, enérgicos mas houve ainda espaço para alguns agradecimentos especiais por parte de Mike. “Lisboa”, faixa do primeiro álbum da banda, foi, talvez, o momento mais bonito da noite. Capaz de arrepiar qualquer um, “Lisboa” foi sentida e cantada por todos, numa só voz. “The Golden” encerrava o concerto quando o público gritava em sintonia para tocarem mais uma. E assim o fizeram. “Drivedead”, sólida e poderosa, encerrou, de forma perfeita, a noite. “Com respeito ao próximo, vamos agora dar cabo do plano b”, disse Mike. Foi o que aconteceu. A satisfação e felicidade eram plenas. O público levou o peito cheio de Men Eater.


Texto por Cristina Costa | Fotografia por Nuno Fangueiro
Agradecimentos: Lovers & Lollypops