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New Jacobin Club – Soldiers Of The Mark

Os canadianos New Jacobin Club apresentam-se como um eclético grupo de músicos, poetas, pintores e artistas performativos e apontam referências ao Punk Rock numa toada mais Arty. Com efeito, não parecem fugir muito à descrição apesar de que com essa amálgama de origens, a componente musical não soa particularmente excelsa. Se o vocalista principal, The Horde, pode ser classificado como mediano, as vocalizações femininas de Mistress Nagini ou de Posion Candi descem para a parte mais negativa da escala.

Apesar disso, há momentos em Soldiers Of The Mark onde a banda consegue criar algum empolgamento, “Champagne Ivy” será o primeiro tema a merecer alguma nota de destaque, ainda que os vocais de The Horde nunca consigam projectar a música para uma dimensão verdadeiramente apelativa. O violoncelo é uma boa adição ao intróito para “Into The Fire”, sendo que o tema avança a bom ritmo com a entrada nas guitarras e até os vocalistas parecem estar aqui mais competentes, sendo assim este um dos momentos mais conseguidos do álbum. No entanto, logo de seguida, voltamos à tónica negativa com “Garthim” que é uma tautologia melódica perfeitamente dispensável.

Logo, não há muito para dizer a respeito deste álbum de um grupo que diríamos circense, mas que aparentemente já por cá anda desde meados da década de noventa do século passado, mas que não parece vocacionado para trabalhos de estúdio, muito menos para algo com uma produção tão débil como este Soldiers Of The Mark.