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O que os Led Zeppelin ainda podem ensinar

Numa altura em que o negócio da música parece cada vez mais disseminado e virtualmente qualquer pessoa pode começar a dar concertos e editar álbuns, ainda compensa estudar os exemplos dos artistas mais icónicos na forma como abordavam a indústria musical, enquanto negócio.

Em entrevista, o manager de um dos maiores ícones da história do Rock, os Led Zeppelin, Richard Coleretrata como foi a sua experiência, sobretudo um episódio em que o agente da banda, Peter Grant, lhe pediu para procurar detalhes nas Páginas Amarelas.

“Em 1967 nunca tinha ouvido falar disso! Não as tínhamos em Inglaterra e eu lembro-me de dizer “Não consigo” e ele disse “Não consegues? Nunca mais quero ouvir isso, não está no meu vocabulário” e foi assim, se te pagam para fazer um trabalho, tu fazes e é só”.

Outra das lições dadas por Grant foi sobre a importância da staff em relação aos músicos: “O Peter disse-me que eles (músicos) eram a prioridade, não ele ou eu, porque as pessoas não estão a pagar 7 dólares para nos verem a nós”.

Em relação aos conhecidos excessos da banda, Cole jura que estes não afectavam o desempenho da banda: “Havia o trabalho e havia a diversão, eram duas áreas diferentes”, com o manager a referir ainda a importância do trabalho árduo antes da fama, “A maioria de nós deixou a escola e foi trabalhar aos 15 anos. eu trabalhava em andaimes, o John Bonham (baterista) punha tijolos e o Robert Plant (vocalista) tinha trabalho com asfalto nas estradas”.

“O Jimmy Page (guitarrista) e o John Paul Jones (baixista) eram músicos de estúdio, o que significa que se te dissessem para estar lá às 10 da manhã, tu estavas lá a essa hora, não havia brincadeiras, todos tínhamos uma ética de trabalho forte.”

Este é o factor que na opinião de Cole falta aos músicos de hoje: “Hoje o que ouves é “Quero ser rico e famoso!”, eles acham que isto acontece do dia para a noite, quando não é assim, é algo que exige muito esforço. Em 1968 ninguém sabia quanto dinheiro havia na indústria musical e não era isso que importava às bandas naquela altura. Lembro-me de estar nos pubs com os Beatles e deles estarem apenas contentes por poderem viver a fazer música, em vez de fazerem um qualquer trabalho mundano em Liverpool”.