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Omaha – Chapters

Provenientes da borbulhante cena alternativa britânica, que nos últimos anos tem revelado nomes como Mallory Knox ou You Me At Six, os Omaha tentam a sua sorte no campeonato do rock alternativo com o EP Chapters e revelam-se como uma lufada de ar fresco num género perigosamente perto da estagnação, que é o Rock Alternativo com elementos de Post-Hardcore e uma sensibilidade Pop sempre presente, ideal para o apelo mainstream.

Os fãs de You Me At Six sobretudo irão encontrar várias semelhanças neste conjunto, com melodias alternando entre distorções de sentimento Punk a suavidades clean acompanhadas pela voz emotiva de Jack Voss (que traz de imediato à mente Josh Franceschi), mas com uma honestidade típica de uma banda ainda a dar os primeiros passos na música que os diferencia do apelo megalómano da maioria dos seus companheiros de género.

“Devilish Acts” abre Chapters em grande estilo, num registo Punk mais pesado, seguido por uma épica “Strangers Embrace” de refrão fácil e que puxa pelo lado mais sentimental dos Omaha, sem no entanto perder a intensidade de uma “rockalhada”, evitando resvalar para o lugar-comum das baladas.

Mais próxima desse posto fica a seguinte “Homebound”, que começa doce e perigosamente inconsequente, mas ao acelerar parece ganhar uma nova alma que faz a faixa valer a pena enquanto todo, enquanto que a seguinte “Gnd” traz consigo uma melodia gingona e dançável combinada com um refrão explosivo que a tornam no melhor momento do EP.

Entrando na recta final de Chapters, temos “There’s No Room For Doubt”, ponto fraco do disco pela sua sonoridade genérica que pede muito emprestado a nomes sonantes do rock alternativo britânico como os já referidos You Me At Six, se bem que no final os Omaha se redimem pela lindíssima “The Final Scene”, a transbordar emoção nas guitarras e na dualidade de vocais masculinos/femininos convidados.

Assim sendo, Chapters é uma óptima montra para os Omaha, que se mostram não só competentes, como também refrescantes no seu género e capazes de escrever músicas verdadeiramente viciantes sem perder emoção ou intensidade, adivinhando-se um futuro risonho para estes rapazes britânicos.