free website stats program

Once There Was [Agosto 2012]

À frente do projecto “Once There Was” está a talentosa cantora/compositora sueca Jessica Lehto. Sem editora, com 3 demos editadas em nome próprio (“Painulasjärvi” – 2003, “Demons” – 2006 e “Where Angels Grow” – 2007) e a quarta a caminho, “Once There Was” tem uma sonoridade descrita como rock gótico. Este é um projecto notável com verdadeiro pontencial e Jessica Lehto merece, sem dúvida alguma, ir longe no mundo da música. Um primeiro passo seria assinar com uma editora. Esperamos que isso aconteça brevemente.

A maioria das pessoas conhecem o teu trabalho com o Hugo Flores em “Factory of Dreams” e em “Beto Vazquez Infinity”, mas tu tens o teu próprio projecto. Podes apresentar aos leitores da Rock n’Heavy a história e o som de “Once There Was”?
Comecei a escrever música quando tinha 17 anos e, em 2002 – três anos depois – precisava de um nome de projecto para esta música, pois estava a trabalhar no lançamento da minha primeira demo que foi patrocinada por uma coisa chamada Ungdomsrådet. Desde então, lancei três demos no total, cada uma delas com 10-11 faixas. “Once There Was” tem sido descrito como rock gótico e talvez seja a melhor maneira de o apresentar. É, de alguma forma, difícil catalogar a nossa própria música. Porém, o som em que estou a trabalhar de momento, para o lançamento de “The Blue Box”, não tem nada de rock, é mais orientado para orquestra.

Existem algumas bandas que influenciaram a direcção que a tua música seguiu?
As bandas ou o artista que as pessoas continuam a mencionar ao dizer algo em relação à minha música são Nightwish, Enya, Sarah Brightman, Kate Bush, etc. Também costumava ouvir muito The Gathering, que suponho terem influenciado a minha música de uma ou outra forma. No que diz respeito a “The Blue Box”, não tenho a certeza, porém, é um pouco diferente das demos anteriores. É mais inspirada em bandas sonoras, talvez.

Lançaste três demos em nome próprio na tua página do Myspace. Da última vez que soube, não tinhas editora. Ainda estás sem editora? Isso incomóda-te? Como promoves o teu trabalho?
Estou sem editora, sim, mas isso realmente não me incomóda. Claro que ter uma editora seria uma coisa boa, mas nestes últimos anos mal tenho tido o tempo que precisava para gravar a minha música, mesmo a nível de demos, devido aos estudos, ao meu trabalho, ao meu trabalho vocal e à vida em geral. A parte de promoção ainda é complicada. A web está inundada com bandas e tu és apenas uma entre tantas outras. Também quero ter atenção para não enviar spam para as pessoas, isso é uma coisa muito chata e eu preferia levar as pessoas a tornarem-se relutantes em ouvir a minha música. Tenho duas páginas no Facebook, uma para “Once There Was” e outra em meu nome próprio – e espero que as pessoas que estão interessadas no que eu faço encontrem o caminho até lá. De momento, realmente não promovo a minha música a não ser nestas páginas e no meu site, mas espero encontrar uma forma de o fazer quando lançar “The Blue Box”. No entanto, toquei três faixas ao vivo num programa de rádio matinal no início deste ano, suponho que isto conta um pouco como promoção. O ser virtual é tão complicado.

Como tem sido a reacção à tua música? Tens recebido feedbacks positivos?
Alguns dos comentários que recebi foram optimistas e pessoas adoráveis ​ ​ entram em contacto para me dizer coisas agradáveis tanto sobre a minha voz como sobre a música que escrevo. A reacção tem sido boa, sim.

A qualidade de gravação das tuas músicas é incrível. Podes, por favor, explicar o processo de gravação?
Estou feliz por pensares assim. Uso imenso software durante as gravações e uma vez que sou teclista é natural gravar tudo com essa ferramenta. Uma vez que sou totalmente desinteressada em misturar, tenho umas pobres almas que fazem essa parte para mim, e se a música soa bem acho que é principalmente graças a eles que fazem esta parte importante do processo.

Onde vais buscar a inspiração para as tuas letras e qual é o conceito básico das letras de tua música?
Vou buscar inspiração ao que as pessoas chegadas a mim podem estar a passar na vida, ou no que eu estou a passar, e a natureza também me inspira muito. Eu não tenho realmente quaisquer conceitos líricos. Eu só escrevo o que sinto. Às vezes não entendo o que escrevi até poucos meses ou mesmo anos mais tarde, depois de já ter processado um pouco mais as coisas que aconteceram na minha vida.

O facto de também seres argumentista ajuda no processo de composição?
Vejo a escrita e a música como duas linhas bastante distintas, mas é claro que às vezes se tocam um pouco. Para mim, ambas são muito sobre uma atmosfera que se deseja criar. Às vezes inspiro-me em coisas que posso escrever para filmes, e depois preciso de escrever música. Outras vezes inspiro-me pela atmosfera da música que escrevi e que posso, de alguma forma, usar num argumento em que estou a trabalhar. Normalmente não ouço a minha própria música, prefiro ouvir os outros. Só queria realçar isto. No entanto, escrever música para um filme seria fantástico. Realmente adoraria combinar estes dois caminhos.

Qual tem sido o ponto alto de “Once There Was”?
Espero que esse ainda esteja para vir, mas um até agora foi, sem dúvida, quando eu comecei a postar a minha música no fórum dos Nightwish quando a banda estava à procura de uma nova cantora. As pessoas que se encontravam ali estavam interessadas em ouvir coisas que as pessoas postavam ali, e isso fez-me ter menos medo da questão de spam que mencionei anteriormente. E a minha voz e as minhas músicas foram muito bem recebidas que, de alguma forma, me senti muito inspirada. Não que eu parasse de escrever se ninguém nunca ouvisse a minha música porque, nem eu mesma a ouço a não ser quando estou a gravar. Mas, ainda assim, é encorajador quando as pessoas gostam do que tu fazes. Se não estou em erro, foi por causa daquelas pessoas que eu criei a minha página no Myspace, de modo a que as pessoas pudessem ouvir as minhas coisas de forma mais fácil em vez de fazê-lo apenas através do meu site.

Como tem sido trabalhar com “Factory of Dreams” e com “Beto Vazquez Infinity”? Qual é a diferença entre estes dois projectos e o teu?
A maior diferença é que eu realmente não tenho nada a haver com a música. Trato apenas dos vocais, apareço com as melodias e arranjos para as harmonias, etc. Acho que estes projectos são o que me fazem, esperançosamente, melhorar como cantora, enquanto ”Once There Was”, e me fazem melhorar como compositora.

O que te move?
Oh, tanta coisa. Algumas pessoas. Animais, quase sempre. Um bom filme, uma boa música. Uma bela vista. Isso e muito mais.

Quais são as ambições e esperanças que desejas cumprir com “Once There Was” a longo prazo?
Tudo o que sei é que eu quero terminar “The Blue Box”, pois isto é algo em que eu tenho vindo a trabalhar há cinco anos. Depois disso, vamos ver. A única coisa que eu realmente sei é que eu vou continuar a escrever. Muito obrigada pelo teu tempo.

Gostarias de acrescentar algo mais?
Obrigada pelo teu tempo e pelas questões agradáveis!