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Our Last Night – Younger Dreams

Após uma bem-sucedida passagem por Portugal em finais de Maio, os Our Last Night lançaram o seu quinto álbum de estúdio onde continuam no seu registo de Post-Hardcore com elementos de Rock Alternativo que lhes tem garantido uma consistente base de fãs.

Conhecidos mais pelas suas covers de músicas Pop do que propriamente por esforços originais, é interessante verificar que, tal como dão a sua própria identidade a esses momentos musicais, os músicos americanos também conseguem imprimir alguma frescura no seu paradigma musical, sobretudo pela dualidade vocal entre os irmãos Wentworth e pelas canções de tom mais épico e menos agitado que os congéneres.

O primeiro single lançado, “Home”, com os seus poderosos coros e letra fácil, foi um esforço que, embora claramente genérico, foi criado pelo seu potencial ao vivo (que se verificou na actuação do grupo em Lisboa), mesmo sem impressionar especialmente.

Quando se dedicam a sonoridades mais pesadas, com espaço para o jogo de vozes clean/screamo se desenrolar é quando os Our Last Night mais brilham, como se pode verificar nos momentos entusiastas da enérgica “Road to the Throne” (ainda que os coros à moda de 30 Seconds to Mars sejam completamente escusados) ou na final “Barricades”, momento mais próximo do Metalcore que conclui em grande Younger Dreams, embora vacile nos momentos mais suaves.

Além do peso, existem também as músicas de tom épico que definem a identidade da banda, como a ominosa “Prisoners”, que abre o CD de forma intrigante, embora depois a fórmula se cole demasiado à Pop Rock de uns Imagine Dragons impregnada de coros e percussão gigante mas com mais algumas guitarradas, resultando bem nalguns casos (“Diamonds”) e não tão bem noutros (“White Tiger”), com destaque ainda para a pseudo-gótica “A World Divided” que afirma o seu dramatismo de forma diferente e de forma mais bem conseguida que o apelo Pop já referido.

Claro que, como não poderia faltar, as baladas também estão presentes, sobretudo no formato de power ballad, como na aborrecida “Living Now”, resultando bastante melhor quando o tom fica efectivamente mais lento, como na delicada “Forgotten Souls” que traz ao de cima o lado mais sensível da banda.

Desta forma, Younger Dreams é um CD consistente para os Our Last Night e que tem inclusive alguma identidade, embora não seja de todo suficiente para se destacar por entre a gigante oferta actual no género do Post-Hardcore de contornos Pop.