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Papa Francisco gera polémica com saudação metaleira

Durante a visita apostólica às Filipinas, o irreverente Papa Francisco voltou a encantar e a gerar polémica. Enquanto participava numa celebração dedicada ao tema da família, em Manila, Francisco e o arcebispo local Luis Antonio Tagle saudaram o público com o sinal gestual mais utilizado pelos fãs de heavy metal. Obviamente que a imprensa generalista aproveitou para insinuar que o Papa fizera um gesto satânico, ignorando completamente o simbolismo profundo desse gesto. O Maloik ou Mano Cornuta foi profusamente utilizado por diversas culturas ancestrais, principalmente mediterrânicas, como um sinal de proteção contra o mal, sendo que na Itália, por exemplo, é o equivalente a “bater três vezes na madeira”.

Para os fãs de Rock e Heavy Metal, o gesto não está propriamente conotado com a vocação satânica que lhe é atribuída por aqueles alheios a esses géneros, até porque, recordamos que o mesmo foi popularizado por Ronnie James Dio ainda nos Black Sabbath, que chegou a afirmar que se inspirara no gesto precisamente pelo facto de a sua avó (italiana) o usar para afastar o “mau-olhado”.

O uso do símbolo pelos fãs de Metal acaba por funcionar como uma forma irónica de antagonismo face ao público em geral, que sempre considerou esse género como “satânico”, ou seja, acaba por ser uma atitude de desafio face à ordem vigente.

Assim sendo, o facto de Francisco utilizar o símbolo da Mano Cornuta tem tanto de satânico como a maioria dos temas de Rock ou Metal. Acabando as críticas apenas por serem fruto da tendência da sociedade atual para o preconceito face aos antigos símbolos de poder e proteção pagãos.