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Paws And Claws [Dia 2]

O segundo dia do festival Paws And Claws prometia a mesma diversidade e qualidade do dia anterior, e pelas 22 horas subiram ao palco os Projecto Sem Nome, provavelmente uma das bandas mais expressivas a passar pelo recinto de Águas Santas neste fim-de-semana. Aquela que foi a última banda a integrar o cartaz, por via de alguns cancelamentos que se sucederam, foi uma surpresa muito agradável, tanto pelo conceito – interpretam poemas do vocalista Cristóvão Siano, já editados no livro “Entulho” – como pela presença em palco do próprio vocalista, espasmódica e atormentada. Apresentando um rock enérgico, resultante da amálgama de influências musicais dos quatro elementos da banda, que ainda inclui Rui Cardoso na bateria, Eugénio Almeida no baixo e Paulo Pereira na guitarra, fizeram desfilar temas a aparecer, seguramente, no trabalho de estreia que se adivinha para 2015, e que incluem “Ponto vela”, “Acácia”, “O bastardo”, “Marcha gole em tic tac” e “Identidade XXX”.


Os Blame Zeus ocuparam o palco logo se seguida, eles que terminaram uma tour nacional (encabeçada pelos Ramp) e como tal, traziam a sua máquina de rock bem oleada. Contando com a expressiva vocalista Sandra Oliveira, a banda apresentou-se com o álbum “Identity” na ordem do dia, de onde foram retirados os temas para esta atuação: abrindo com “Falling of the gods”, passaram por “Sick of you”, “Accept”, “Shoot them down”, “Crazy” e terminando com “The apprentice”. Uma excelente atuação, eles que traziam um bom número de seguidores que ajudaram a compor a sala.


Para o final da noite, subiram ao palco os Heylel, que apesar da escassa dimensão do palco, conseguiram colocar os seus adereços cénicos e também incluir as projecções vídeo que servem de complemento à performance. A banda do Porto trouxe um set list baseado no seu álbum conceitual de estreia, “Nebulae”, que foi sendo explicado pelo guitarrista Narciso Monteiro. Num registo mais tranquilo e maduro, liderado pela bela voz de Ana Batista, puderam ouvir-se temas como “The prophet”, “Watcher of the light”, “Alter ego”, “Deeper”, “I talk to the wind” (original dos King Crimson, e cuja interpretação suscitou curiosidade na plateia), “The great abstinence”, “Sometimes” e terminando com o instrumental “Embrace the darkness”. Uma atuação elegantíssima que marcou o fim desta terceira edição do festival, a ultrapassar a centena de presenças e sobretudo, a angariar mais de 70 kg de comida para os animais.


Agradecimentos: Miguel Ribeiro / Associação dos Animais Sem Abrigo de Grijó